O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 08/01/2021

Em Janeiro de 2020 o Reino Unido deixou a União Europeia, acontecimento que ficou conhecido como Brexit e foi motivado pelos impactos negativos do bloco na economia inglesa. Tendo isso em vista, é possível notar que os blocos econômicos podem prejudicar seus países membros, pois interferem diretamente em suas economias e relações exteriores. Desse modo, é evidente que no contexto presente os blocos econômicos passaram a representar o protecionismo econômico, sendo assim, um retardador das economias nacionais e um empecilho para negociações internacionais.

Pode-se afirmar que, em razão da redução extrema de taxas sobre os produtos comercializados entre membros de um bloco econômico, as indústrias nacionais são desvalorizadas. Por exemplo, no fim da década de 60 houve uma tentativa de produzir um carro 100% brasileiro, entretanto, esse projeto falhou no início dos anos 90 em decorrência da forte concorrência de multinacionais. Assim, é evidente que a desvalorização de produtos internos frente a concorrência internacional desincentiva o desenvolvimento industrial do país em questão. Por conseguinte, países que não tem uma indústria nacional sólida e aderem a blocos econômicos têm a tendência de se tornarem cada vez mais dependentes do mercado internacional, o que é extremamente prejudicial para economia de um país. Em conclusão, os blocos econômicos fragilizam a economia de um país ao torna-ló mais dependente de outros países o que pode, também, minar a soberania do país.

Ademais, apesar de os blocos facilitarem a negociação entre os países membros muitas vezes torna-se um impedimento para parcerias com países externos ao bloco. Para exemplificar, é válido citar as relações internacionais do Brasil, nas quais uma aproximação com os Estados Unidos gerou restrições por parte da China, um de seus principais parceiros econômicos e membro do bloco BRICS junto com o Brasil. Assim sendo, as alianças formadas através dos blocos econômicos reduz as possibilidades de negociações com outros países. Consequentemente, os blocos são responsáveis por isolar os países e impedir acordos que poderiam ser muito benéficos para o país, o que de certa forma representa a redução da autonomia de um país.

Dessa maneira, o presidente e o ministro de relações exteriores, representantes oficiais do país no exterior, devem ter posições fortes para defender o interesse de seu país quando presente em blocos econômicos a fim de preservar a economia e, principalmente, a soberania do país. Além disso, o responsável pela economia do país, como um ministro da economia no Brasil, deve acionar mecanismos de proteção para a industria nacional, como impor limite as reduções das taxas de importação visando uma competição justa entre essas empresas e as multinacionais.