O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 23/03/2020
No livro “1984” de George Orwel, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública. Analogamente, a ficção se assemelha com a realidade que os jovens enfrentam em relação aos influenciadores digitais do século XXI, os quais é resultado não só de uma ausente educação digital, como também de uma inércia individual no mundo das influências.
Em primeiro lugar, destaca-se a ausência de uma educação digital como um dos causadores do problema. Segundo Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, haja vista que podem proporcionar condições de voos ou de alienação. Nesse sentido, constata-se a importância de uma orientação pedagógica sobre a importância de checar com veracidade as informações propostas por pessoas expostas na mídia e analisar se de fato tais comportamentos não serão capazes de prover um cenário semelhante ao que Orwell propôs.
De outra parte, é preciso pontuar a omissão individual como impulsionador do impasse. A esse respeito, o conceito de “Modificação do Eu”, do sociólogo Eving Goffiman, é possível entender o que ocorre na internet que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado. Neste ínterim, devido ao bombardeio de informações dos influenciadores e a insistência dos mesmos a determinados objetos, produtos ou ações, permite que seus “seguidores” sejam alienados perdendo sua capacidade de escolha uma vez que são inertes nessas “bolhas virtuais”.
Portanto, o Ministério da Educação como instância máxima dos aspectos educacionais, deve adotar estratégias psicopedagógica para evitar a manipulação dos jovens. Essa ação pode ser feita por meio de palestras e simpósios, os quais elucidem a importância do uso inteligente da internet, com o objetivo de promover a criticidade e a educação digital, visto que cada indivíduo tenham opinião própria em sociedade. Assim, observa-se-ia uma população mais crítica e menos iludida.