O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 24/03/2020
A Revolução Técnico-Científica-Informacional teve início na segunda metade do século XX, tendo como característica uma série de descobertas no campo tecnológico e científico. Nesse contexto, o mundo se adapta ao meio globalizado e tecnológico. Para ilustrar, ocorre o advento de novas profissões, como os influenciadores digitais, responsáveis por estimular as pessoas -principalmente os jovens- a comprarem de marcas que os patrocinam, levando ao aumento do consumismo, além de possíveis problemas na saúde causados pela mídia.
Em princípio, é válido reconhecer que o uso de smartphones se tornou um vício, de modo que as pessoas passam grande parte do dia navegando nas redes sociais, seguindo os famosos. Lamentavelmente, inúmeras “blogueiras”, visam apenas o capital que receberão ao final da propaganda, estimulando o público a comprar produtos que muitas vezes não passam de uma enganação. Logo, através das redes sociais, os seguidores sentem a necessidade intensa de adquirir o que foi apresentado pelos influenciadores, levando ao consumismo. Bem como é mostrado pelo site Consumidor Moderno, que compartilha que apenas 10% das pessoas entre 18 e 34 anos não foram impactadas pelos influenciadores digitais.
Ademais, vale salientar que a mídia causa distúrbios nos jovens, devido ao padrão que estipula. A saber, existem perfis no Instagram de famosos que seguem a “vida fitness”, como a blogueira Gabriela Pugliesi com milhões de seguidores, que são patrocinados por empresas que os pagam para divulgar meios de emagrecimento, por exemplo. Consoante à perspectiva de Karl Marx, os jovens são alienados, ou seja, vivem alheios ao meio que são postos, nesse caso, ingerem a ideia de que ter um corpo perfeito (estipulado pela mídia), é sinônimo de felicidade.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério de Educação promover palestras nas escolas e faculdades, sobre os males do consumismo e sobre aceitação pessoal, a fim de conscientizar os jovens sobre os assuntos e a combater às compras exageradas e estimular o amor próprio. Além disso, é dever do Executivo junto à Anvisa, fiscalizar com rigor empresas que compartilham propagandas enganosas, como medicamentos de emagrecimento.