O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/04/2020

Sabe-se que a ideia de um indivíduo influenciar os demais não é uma invenção hodierna, visto que, desde os anos 50, Marilyn Monroe exalava sua exuberância pelo mundo, fazendo com que inúmeras mulheres inspirassem-se em seu jeito gracioso. Posto isso, com a chegada da Revolução Industrial, novas tecnologias foram aderidas pelos seres humanos e, por intermédio delas, novas profissões surgiram dentro da sociedade, como, os influenciadores digitais. Todavia, tais ocupações, as quais influenciam diretamente os jovens, podem acarretar o consumismo exacerbado e diversas questões psicológicas em análogos indivíduos.

Primordialmente, é autêntico que, conforme articulado na obra literária “Macunaíma”, de Mário de Andrade, o personagem Macunaíma supõe que terá felicidade e sorte na vida somente se possuir consigo o muiraquitã, amuleto o qual sua esposa o presenteara. Sob esse prisma, torna-se irrefutável que consoante citação condiz com o público jovem contemporâneo e seus influenciadores digitais, uma vez que semelhantes profissionais ganham muitos produtos, especificamente caros, de seus patrocinadores, publicando todos em suas redes sociais demonstrando soberana alegria. Desse modo, seus seguidores pensam que só conquistarão felicidade e satisfação pessoal quando obterem congêneres artefatos, o que de fato desenvolverá um consumismo exponencial e até um provável incentivo à pirataria, em razão do preço dos produtos originais seres inacessíveis à população.

Ademais, em consequência da divulgação de uma existência perfeita em suas plataformas comunicativas, os inspiradores do âmbito virtual podem desencadear a sensação equivocada de fracasso em seus jovens admiradores, em virtude de que a grande parcela de influenciadores também são jovens e mostram diariamente uma existência deslumbrante e completa a qual há possibilidade de ser falsa. Destarte, é incontroverso que o infante que ainda não alcançou nenhum objetivo almejado se frustrará de maneira inexorável, gerando, portanto, um elevado risco de uma depressão ou até um suicídio seres aflorados.

Em suma, é indubitável que o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens é negativo, pois pode acarretar o consumismo exacerbado e problemas psicológicos. Logo, para desatar homólogo impasse, é dever do Ministério da Educação, junto com o Estatuto da Criança e do Adolescente, conscientizar os jovens de quaisquer faixa etária a viver suas vidas de modo genuíno, sem a intervenção de pessoas do meio externo, por meio de palestras ministradas por psicólogos em cada instituição acadêmica, a fim de que o público jovem entre na idade adulta com uma essência única. Dessa forma, similar problemática que envolve o corpo societário será solucionada.