O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 25/03/2020
Desde a década de 90, com a criação dos primeiros sites de comunicação, até os tempos atuais, os influenciadores digitais produzem diversos tipos de conteúdo e ganham cada vez mais espaço na formação dos jovens. Não só, tais materiais possuem um lado positivo e um negativo: tanto ajudam na democratização do ensino aos mais novos, como também, influenciam negativamente às preferências pessoais dos adolescentes, portanto, urge que a educação prepare tal faixa etária para vivenciar esse cenário e escolher as melhores opções de influência para sua formação.
Primeiramente, é importante destacar que alguns famosos da internet, por meio de aulas online, promovem ensino gratuito e de qualidade para diversos jovens, contribuindo com a democratização do conhecimento. Sem dúvida, tal fato vai de acordo com o pensamento do intelectual Marshall McLuhan, um dos pais da internet, que defende que os meios de comunicação devem auxiliar na formação cidadã de toda a população. Assim, é notório o lado positivo da ascensão dos influenciadores digitais, uma vez que parte do material produzido por eles corrobora para a formação do jovem, que raramente acesso à conteúdos acadêmicos de boa qualidade. Certamente, é necessário que os mais novos sejam incentivados a usufruírem desse tipo de conteúdo, para que exista uma preferência por esses trabalhos no meio digital.
Outrossim, em oposição à positividade da democratização do ensino, muitos dos profissionais, por intermédio das propagandas, acabam por controlar as preferências dos jovens. Indubitavelmente, tal concepção vai de acordo com a sociedade contemporânea, proposta pelos pensadores da Escola de Frankfurt, que afirmam que as pessoas possuem múltiplas identidades. Assim sendo, as ideias pessoais estão em constante alteração, o que pode ser delimitado por conta das publicidades propostas pelos influenciadores digitais. Além disso, seria negligente não notar que, graças a essa atitude dos famosos, a alienação está cada vez mais presente na vida do jovem, visto que, por exemplo, são influenciados a comprar tipos de produtos que nem sempre corresponde a preferência de cada um.
Por fim, urge que o Estado, por meio do Ministério da Educação, melhore a criticidade da população jovem para que se tenha uma melhor escolha dos influenciadores digitais a serem seguidos, fazendo com que os mais novos escolham os que possuem um melhor conteúdo para sua formação e fujam das possíveis manipulações publicitárias. Não só, isso deve ser feito por meio de palestras, gratuitas e com profissionais preparados, nas escolas. Além disso, essas ministrações devem ser financiadas pela verba tributária e mostrar ao jovem os perigos e os benefícios de se viver nesse cenário.