O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 25/03/2020
O fetiche do mercado, ou da mercadoria, como dizia Marx em seu livro “o Capital”, faz referência ao valor do objeto e a percepção das pessoas por este.
Personalidades capazes de influenciar pela fama, dinheiro ou status, consideravelmente, contribuem para formação de opinião e comportamentos. Seja por ideologias ou por suas propagandas.
Em que pese tal assunto, inicialmente, convém lembrar que Marx comparou a mercadoria a ídolos. Segundo tal ideia, no tempo de Moisés, pessoas adoravam imagens de animais como se fossem deuses.
Atualmente, faz-se o mesmo, entretanto, o objeto agora é o celular.
Portanto, aos olhos do filósofo e economista a admiração era tida como um fetiche. Pormenorizando ainda, a mercadoria assumia valores maiores absorvidos durante o processo da transação mercantil.
Seguindo o mesmo pesamento, esta geração segue a mesma lógica. Ou seja, são vítimas de uma propaganda, como estão também, a mercê dos influenciadores.
Nesse viés, o poder dos “influencers " é surpreendente, é visível o que pretendem: “o ter é muito mais que o ser.”
Isto posto, o impacto sobre o jovem é consideravelmente negativa, pois o vincula a um aparelho e à ideologias que podem ser nocivas. Como apresentado na figura doentia do texto de apoio.
Nesse sentido, sugere-se que pais criem limites aos seus filhos, sobretudo o uso de aparelhos celulares.
No que toca ao aspecto macro, ou seja, a proteção da sociedade, propõe-se à ANATEL a criação de delegacias. Dessa forma, é possível controlar a propaganda em blogs, fakes entre outros absurdos e abusos que acontecem no mundo dos relacionamentos.
As Delegacias, por meio dos seus agentes infiltrados nas redes, terão condições de verificar a qualidade, bem como a idoneidade dos assuntos que transitam. Tudo com o devido aval legal da Justiça.