O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 27/03/2020

Com a disseminação da internet em todo o mundo e com o acesso facilitado via smartphone, é cada vez mais comum os jovens ficarem horas e horas “mergulhados” no mundo digital. Por conta disso, muitos adolescentes e até crianças usam o mundo online para compartilhar com outras pessoas suas opiniões, talentos e sonhos. Essa realidade levou ao surgimento de uma nova profissão: os influenciadores digitais, também conhecidos como Youtubers, que são seguidos por milhares de jovens.

De acordo com estudo conduzido pelo Pew Research Center entre março e abril de 2018, o Youtube é a rede social mais utilizada pelos jovens americanos. Cerca de 85% dos adolescentes que participaram da pesquisa disseram usar o site de compartilhamento de vídeos. O Instagram vem em segundo lugar, acompanhado pelo Snapchat. Esses jovens, muitas vezes, se identificam com os perfis mostrados e internalizam ideias que, mais tarde, contribuirão para a construção de seus caráteres e estilos de vida.

Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Comportamentos como esse reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia do filósofo alemão Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.