O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 31/03/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, os quais possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais.
Em primeira instância, é preciso analisar o grande número de seguidores e a grande influência que essas figuras públicas possuem. Desse modo, grandes empresas investem nessas celebridades para a divulgação de seus produtos, assim despertando a vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida propostos. No entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.
Em segunda instância, é necessário ressaltar que mulheres são o público alvo de propagandas de produtos de beleza, o que muitas vezes gera problemas psicológicos relacionados à aparência, podendo gerar distúrbios alimentares. Destarte, é possível relacionar os padrões de belezas impostos pela sociedade e propagados pelas publicidades com modelos perfeitas são responsáveis pelo número de meninas que sofrem de problemas alimentares em busca do corpo perfeito, aproximadamente 80% de acordo comum levantamento feito pela Secretaria de Saúde. Como consequência, o número de meninas internadas por falta de alimento aumenta cada vez mais.
Portanto, fica claro que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas online e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.