O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 28/03/2020

De acordo com o curta metragem produzido por Shaun Higton, existe um grande problema acerca de se comparar a vida editada, criada por influenciadores na internet, com a vida real. Dessa forma, várias pessoas se sentem inferiores e podem desenvolver alguns problemas e doenças, como baixa autoestima, bulimia, depressão e ansiedade, ao visualizarem a beleza e a felicidade presente no dia a dia dos criadores de conteúdo digital. Por isso, é imprescindível desconstruir os padrões criados pela internet para que todos possam viver com tranquilidade, não sendo influenciados por opiniões alheias e por vidas falsas criadas nas redes sociais.

Em primeira análise, pode-se citar o bullying virtual como parte das consequências de se viver no meio de vidas editadas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos em 2018, o Brasil é o  segundo país com maior incidência de casos de bullying virtual. Porém, apesar de os dados já serem grandiosos, existem casos de cyberbullying que passam despercebidos ou podem não ser notificados por quem os sofre, pois há a presença do medo dos “valentões”, termo que deu origem a palavra bullying. Logo, é um problema que atinge grande parte dos jovens e precisa ser urgentemente contido, pois pode causar a ocorrência de suicídios e aumento nos casos de depressão e ansiedade.

Ademais, a influência digital pode ser explicada pela teoria da modernidade líquida, desenvolvida pelo filósofo Zygmunt Bauman. De acordo com esse princípio, existe um crescente consumismo por parte da população atual, além de um indivualismo exacerbado. Nas redes sociais, os influenciadores são individualistas, pensando apenas em si mesmos e não ligando pras consequências que suas fotos e textos podem causar em quem os acompanha. Isso ocorre pelo fato de que as curtidas, popularmente chamadas de likes, são a principal meta de consumo exigida nas redes sociais. Logo, esses conceitos deveriam ser desconstruídos, para que não causem mais problemas aos usuários das redes sociais.

Logo, é necessário que as crianças e adolescentes sejam protegidos dessa influência, para que não desenvolvam problemas sérios no futuro. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deveria realizar essa proteção, por meio da criação de leis de monitoramento para comentários maldosos feitos nas redes sociais, com o objetivo de diminuir as agressões verbais feitas online e melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem diariamente com o bullying. Além disso, será possível diminuir os dados a respeito do cyberbullying no Brasil, juntamente com os efeitos psicológicos constantemente causados por ele.