O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 30/03/2020
No filme “Ingrid vai para o oeste”, uma jovem obcecada por um influenciador digital começa a imitá-lo, afetando sua aderência à realidade. São selfies, filtros e likes, tudo em nome do estilo de “vida ideal”. É uma obra de ficção, mas está muito próximo da realidade. Pelos smarphones os “influencers” seduzem os jovens com a imagem de um “mundo perfeito”, provocando dificuldades de ajustamento. A sociedade carece enfrentar esses fatos para minimizar seus efeitos nocivos.
É indiscutível o crescimento da depressão, dismorfia corporal e outros males entre os jovens. O periódico “The Guardian”, em 2018, registra denúncia sobre a ação deletéria dos “digital influencers”. Diz ali que 51% de jovens, entre 14 e 16 anos, estão desgostosos da própria aparência. Assim, eles buscam validação no mundo virtual, macaqueando os influenciadores, ignorando a própria individualidade.
Outrossim, de acordo com a plataforma “World Meter”, desde 2019, 95% dos jovens têm acesso a smartphones e 45% deles ficam online constantemente. Destarte, se para o psicólogo Wilhelm Reich, a formação do caráter do jovem é atinente ao relacionamento familiar os “influencers " teriam maior ascendência que os pais, alargando a consequência deletéria desse domínio.
Por tudo isso, urge romper essa realidade. Isso envolve, inicialmente, o controle dos pais criando regras para uso das redes sociais pelos filhos. Em complemento, devem providenciar a instalação de um dos inúmeros aplicativos existentes, tais como o “Forest”, que visa reduzir o tempo de uso das mídias sociais – e que planta uma árvore cada vez que o usuário gasta um tempo menor fora do “smartphone”. Desse modo, minimizando o raio de atuação dos influenciadores digitais e regatando o equilíbrio saudável entre a vida online e offline, os jovens poderão estruturar de forma sadia a sua formação e contribuir com um planeta melhor para eles mesmos e para as futuras gerações.