O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/06/2020

Uma foto. Apenas uma foto publicada em uma rede social é necessária para fazer milhares de indivíduos desejarem ter uma vida aparentemente perfeita. Todos querem ter o mesmo estilo de vida do indivíduo da fotografia. Mesmo que esse modo de viver seja praticamente inatingível, diversas pessoas tentam se aproximar dessa realidade ao comprar produtos indicados pelo influenciador digital. Mas será que essas indicações representam a verdadeira opinião de quem publicou? E será que essa aspiração é benéfica para a saúde de quem tenta seguir?

O marketing, em sua nova era, age de maneira sutil por meio de simples publicações em redes sociais. Pode ser uma foto, um vídeo ou até mesmo em uma publicação de no máximo 140 caracteres. Essa é a forma que as empresas vêm utilizando durante a terceira revolução industrial, quando a produção por demanda vem acima da produção em massa. A utilização dos influenciadores auxilia na divulgação dos produtos e também mostra se a marca está seguindo pelo caminho certo. Apesar da praticidade, devemos tomar cuidado com possíveis propagandas falsas que podem ser prejudiciais à vida de quem foi influenciado a adquirir o produto. Não sabemos se o item apresentado realmente é utilizado pela pessoa e se é o pensamento de a alguém que realmente conhece e confia no que indica.

Além do questionamento da veracidade do influenciador digital, a quantidade de conteúdos despejados nos seguidores pode fazer com que eles, ao tentarem imitar o que veem, adquiram diversos problemas psicológicos. Doenças como a ansiedade e a depressão se tornaram cada vez mais comuns entre os principais usuários das redes sociais, ou seja, os jovens. O sentimento de inferioridade em relação à vida das fotos faz com que, ao invés de se inspirarem para ter uma vida considerada melhor, se sintam pressionados a seguir certos padrões, vivendo uma vida diferente da sua.

Sendo assim, o efeito dos influenciadores digitais sobre os jovens faz com que seja posta certa pressão para atingir um determinado estilo de vida, formando adultos com problemas psicológicos e que tornaram-se compradores compulsivos por não saber do que realmente precisam para viver. Para evitar que seja uma regra, medidas de controle devem ser implementadas nos aplicativos para o monitoramento e redução do uso contínuo do mesmo, fazendo com que a pessoa a ser influenciada passe menos tempo checando as redes sociais e mais tempo cuidando de si próprio, sem se preocupar com um modo de vida idealizado, mas sim com uma maneira funcional a cada um individualmente.