O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 28/04/2020
Na “Sociedade do espetáculo”, termo criado por Guy Debord, a grande valorização de imagens acaba por se tornar o principal instrumento de poder e dominação na sociedade. Dessa forma, percebe-se, atualmente, que os influenciadores digitais exercem perfeitamente este papel, no qual os jovens acabam por vê-los como um grande exemplo a ser seguido, sem levar em conta outros fatores envolvidos. Assim, torna-se necessário analisar que tais influências nem sempre são boas, além da falta de criticidade que começa a tomar conta dos indivíduos.
Em primeira análise, vale destacar o conceito de “Indústria Cultural”, criado por Adorno e Horkheimer, em que tal indústria passa a oferecer produtos que promovem apenas uma felicidade e satisfação efêmera. Nota-se, desse modo, que os influenciadores digitais acabam por serem os protagonistas desse mecanismo, tendo em vista que são eles os que alcançam o desejado público jovem e disseminam os produtos e ideias de determinada empresa. Assim, os “influencers”, como são chamados, mostram e falam o que bem desejam, e nem sempre se dão conta da responsabilidade que exercem sobre a formação desses jovens, já que esses ficam “cegos” pelas ideias a eles submetidas.
Dessa maneira, percebe-se que a Indústria Cultural impede a criticidade dos jovens, haja vista que esses se tornam apenas objetos que atendem às necessidades do mercado. Os influenciadores, por outro lado, recebem patrocínios e dinheiro das empresas, sendo vistos, cada vez mais, como uma imagem de desejo e exemplo a ser seguido pelos jovens, exercendo sobre esses o que bem querem. Assim, a falta de autonomia e criticidade tomam conta desse público de forma rápida, à medida que o número de influenciadores e novos produtos aumenta.
Portanto, a partir do que foi visto, torna-se visível o mau impacto dos influenciadores na formação dos jovens. Dessa forma, seria importante que o Poder Legislativo criasse leis que fossem aplicadas às redes sociais, certificando-se do que poderia impactar o público de maneira positiva ou negativamente. Ademais, seria crucial que as Escolas trabalhassem com seus alunos, toda semana, sobre a importância do senso crítico como ferramenta de poder, tendo em vista que, apenas dessa forma, esses não se tornariam apenas mais um objeto do mercado.