O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 14/04/2020
O Instagram e o Youtube são umas das redes sociais mais usadas no mundo, essas fontes midiáticas tem como função de interagir e mostrar o dia a dia de seus usuários, muitos também usam essa redes como forma de influenciar digitalmente, ganhar produtos/patrocínio e ate como uma fonte de trabalho. Dessa forma, os influenciadores digitais passam a ter um certo peso e impacto na vida das pessoas, podendo agir muitas vezes de forma nociva.
Em primeiro plano, os influenciadores digitais podem chegar a ter milhões de seguidores, como as irmãs kardashian, que possuem um alcance de mais de 150 milhões de pessoas no Instagram. Dessa forma se tornam instrumentos de propaganda para diversas marcas. Porém, a falta de regulamentação para esse tipo de publicidade apresenta diversos problemas, entre eles, o incentivo a uso de medicamentos, não sendo incomum indicação de blogueiras para o uso de fármacos, principalmente os para emagrecer. Esse tipo de divulgação, além de perigosa, reforça padrões estéticos e a cobrança de alcançar estes.
Segundamente, a ausência de fiscalização das redes faz com que postagens com conteúdo nocivo viralize muitas vezes no meio online. Um exemplo disso foi com um vídeo do “youtuber” mineiro Everson, conhecido na plataforma como “zoio”, nele ele relata um acontecimento, que foi interpretado por muitos como estupro, envolvendo uma ex namorada. Porém, enquanto as mídias não se posicionarem sobre o que seus usuários divulgam, será comum postagens com incitação ao ódio e também relativação de abusos como aceitáveis.
Portanto, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens deve ser regulamentado. O governo junto ao CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - devem impor leis para regulamentar a publicidade virtual, afim de diminuir as propagadas que de alguma forma influencie nocivamente sejam prejudiciais quem assista. Além disso, as redes sociais precisam rever o conteúdo divulgado por seus usuários e, separa-los por faixa etária, ou exclui-los se apresentarem indícios à violência ou discurso de ódio, fazendo com que os jovens não sejam expostos à publicações prejudiciais ao desenvolvimento pessoal.