O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/04/2020

O mundo passou a se comunicar mais com o advento da internet. Nesse âmbito, apenas uma minoria se destaca. Conhecidos como influenciadores digitais, esse grupo possui um grande número de seguidores jovens nas redes sociais, seja devido ao carisma, à capacidade de liderança ou apenas às perspectivas de vida ostentadas. Logo, é necessário que o público infanto-juvenil possua um maior senso crítico, para que não sejam negativamente influenciados.

Primeiramente, os influenciadores digitais podem servir como atuadores nas estratégias de Marketing. As multinacionais utilizam-nos como fantoches para a atração dos consumidores. Por exemplo, um simples vídeo humorístico de auto-maquiagem é capaz de fazer surgir nos usuários a vontade instantânea da compra dos produtos, fomentando, dessarte, o consumismo desnecessário.

Outrossim, o caráter dos jovens pode ser construído sob alicerces frágeis. Por exemplo, o fenômeno do Youtube, Whindersson Nunes, em seus vídeos, fala abertamente sobre os seus hábitos negativos. Um dos pensamentos de Aristóteles diz que nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Portanto, um fã de Whindersson, que visualiza seus vídeos incontáveis vezes, pode acabar adotando como padrão tais hábitos ruins do ídolo, os quais ficarão incrustados em sua moral.

Em suma, evidencia-se que os influenciadores digitais são hábeis a influenciar negativamente os usuários, seja manipulando-os para compra de produtos ou moldando seus caracteres. Dessa forma, é necessário que o público mais vulnerável, o infanto-juvenil, esteja sempre em alerta. Para isso, os pais devem trabalhar o senso crítico desses jovens e escolher os conteúdos assistidos que impliquem nos melhores valores morais. Ademais, os influenciadores digitais devem ser conscientes na divulgação de seus vídeos, de modo que não ajam com má fé perante seus públicos. Assim sendo, os jovens serão mais críticos e com bons caracteres. Conforme dito por Pitágoras: “educai as crianças e não será preciso punir os homens”.