O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/04/2020

O termo “influencer” vem tomando cada vez mais espaço na sociedade contemporânea. Esse termo se tem por pessoas com grande números de seguidores nas redes sociais que são contratadas pelas marcas para influenciarem o seu público, e os coagir a adquirir produtos. Esse ramo vem se tornando algo comumente visto, mas que pode trazer prejuízos.

Antes de mais nada, vale lembrar que o público alvo dos influencers é o público mais jovem, entre 10-30 anos. Esse é um auditório de fácil persuasão e alienação. Uma pesquisa realizada pela Youpix, mostra que entre pessoas de 18-34 anos, apenas 10% delas não foi impactada por esses influenciadores digitais, trazendo, na maioria das vezes, danos aos 90% que restaram.

Ademais, a meio desses danos, está o consumismo exacerbado, causado pela vontade de comprar os produtos que o famoso usa, levando a endividamentos e até mesmo furtos, nos casos mais graves. Além disso, problemas de autoestima, ou até mesmo distúrbios alimentares podem ser causados. Isso acontece pelo desejo de ser “bonito” como o influenciador, que na maioria das vezes é o modelo exato de padrão de beleza.

Portanto, medidas como publicidades e eventos sociais focados em aceitação, podem ajudar muito a parcela de jovens alienados a enxergarem a “vida real” que existe por trás das telas dos celulares. Bem como investir em “bons” influencers, que possam influenciar de forma saudável, sendo modelos de diversidade e representatividade às pessoas que não se encaixam ao “padrão”. Pois, como citado por Rupi Kaur, “a representatividade é vital, sem ela a borboleta rodeada por um grupo de mariposas ,incapaz de ver a si mesma, vai continuar tentando ser mariposa.