O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 24/04/2020

A partir da segunda metade do século XX,as interações sociais sofreram mudanças muito rápidas.Essa dinâmica deve-se principalmente as revoluções tecnológicas.Enquanto que há cinquenta anos atrás, o telefone era o único meio de interação simultânea a distância,hoje, o Face Time(aplicativo que realiza chamadas de vídeo) permite ver e ouvir em ´´tempo real´´.Dentro desse cenário,existe os influenciadores digitais,pessoas que utilizam a internet e seus softwares disponíveis para produzir conteúdo e ditar tendências.Todavia, a falta de responsabilidade e a padronização de ideias vêm causando danos aos interlocutores.

Em primeiro lugar, vale destacar o despreparo dos ´´influencers´´.Como basta  possuir acesso a internet para fomentar material,muitos não têm formação,seja acadêmica ou de valores morais, e estão apenas interessados nas visualizações para dessa forma vender os produtos anunciados.Esse individualismo,que para Zygmunt Bauman,sociólogo polonês, é o principal mal do século,pode  acarreta problemas graves.Tendo em vista que eles não medem as consequências para atingir o ibope desejável.Os desafios propostos,por exemplo, no Youtube(site de videos)  já levaram muitos jovens a sofrerem  acidentes.Portanto,torna-se necessário fiscalizar a circulação de conteúdo nas mais diversas plataformas.

Ademais,os padrões de beleza e comportamento que os blogueiros demonstram,provoca um deslocamento das pessoas que não se encaixam.Haja vista, a pluralidade dos seguidores.São etnias diferentes,tipos de corpos e cabelos diversos.Nesse contexto, a definição de ´´perfis´,´ pode levar os jovens a doenças de ordem psicológicas ,na medida em que ele não se veem representados.Segundo o SUS(sistema único de saúde), o número de jovens com depressão e ansiedade mas que dobro em 2019.Assim,a falta de diversidade nos meios digitais constitui mais um problema social, que para os ex-presidente norte americano Barack Obama é um dos fatores que prejudicam a formação de uma sociedade mais igualitária.

Por fim,fica evidente o problema e a necessidade de resolvê-lo.Logo,cabe ao Ministério Público ,em parceria com o CONAR(conselho nacional de autorregulamentação publicitária), fiscalizar e punir judicialmente, os influenciadores digitais que induzirem os seus seguidores a cometerem atitudes que representem riscos a ele e a terceiros.Outrossim,o Ministério da Educação deve realizar palestras que discutam as diversidades e a importância de respeita-las,além de junto aos meios de comunicação,criar campanhas educativas que mostrem aos possíveis formadores de opinião na internet, a necessidade de torna o seu conteúdo mais inclusivo, gerando assim mais representatividade.