O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 21/04/2020
O momento jabá é o termo usado frequentemente pela youtuber Evelyn Regly em seus vídeos nas partes em que ela irá propagandear algum produto. Não apenas na plataforma YouTube, o número de influenciadores digitais ascende no Brasil e por sua vez moldam o comportamento e atitudes sobretudo da juventude, faixa etária mais familiarizada às novas tecnologias e por sua vez vulneráveis, que corrobora o consumismo e a frustração dos jovens ao idealizar uma vida aparentemente perfeita.
Em primeiro lugar, as redes sociais tem democratizado, de fato, informações indispensáveis a população e possibilitado a melhoria nas comunicações e relações sociais. Com isso, surgem as plataformas como TikTok, Twitter e YouTube que possibilitam a disponibilização de conteúdos por quem as utilizam e sua visualização por inúmeras outras pessoas. Esse potencial de difusão chamou a atenção do mundo do marketing, que dispõe-se de diversas ferramentas para persuadir o consumidor como o “merchan” - anúncio de uma marca ou produto de forma breve para diminuir o caráter clichê das propagandas - essa estratégia permite o contado do consumidor aos produtos de forma espontânea propagado pela maioria dos influencers. Nesse sentido, essas pessoas atuam como coadjuvantes no aumento dos desejos inconscientemente consumistas.
Além disso, de acordo com a Neurociência o córtex pré-frontal de um jovem, parte do cérebro ligada a tomada de decisões e comportamentos sociais, não está totalmente formado. Sendo assim, o impacto dos influenciadores digitais pode determinar os rumos do processo de formação de um jovem. Ademais, segundo a Neurocientista Susan Greendfiel “É perigoso satisfazer-se com o simulacro digital das sensações reais”, geralmente a vida compartilhada por essas pessoas é incompleta, a fim de demonstrar apenas o glamour. No entanto, fora do ambiente virtual, a realidade é menos deslumbrante, isso frustra os seguidores que estavam satisfeito com as simulações a ele apresentadas e pode afetar sua formação ao bloquear seus comportamentos sociais.
Portanto, é imprescindível alternativas que minimizem os impactos negativos causados pelos influenciadores digitais, mesmo que inconscientemente, processo de formação dos jovens. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com as grandes mídias são responsáveis por elaborar palestras pautadas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que informem os riscos gerados pelo consumo exacerbado de conteúdos digitais a formação dos menores, a fim de criar neles um senso crítico capaz de filtrar opiniões e propagandas. Essas palestras poderiam acontecer digitalmente de forma mais lúdica nos próprios veículos midiáticos, para o maior alcance de jovens possível. Assim, será possível diminuir o desejo consumista, bem como as idealizações juvenis no que tange ao ambiente digital.