O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 23/04/2020
Em uma das narrativas da serie televisiva “black Mirror” é retratada a historia de uma adolescente e sua cantora pop favorita. Na trama a pop-star faz uso de sua fama e influência sobre os jovens para vender uma boneca de inteligencia artificial capaz de imitar sua personalidade quase que perfeitamente. Fora da ficção, uma parcela de produtores de conteúdo digital faz uso da mesma estratégia que Ashiley - nome da cantora em Black Mirror- para lucrar com os jovens de todo o pais, utilizando de sua alta visibilidade para influenciar o publico juvenil a adquirir produtos, mesmo que desnecessários, afim de promover uma determinada marca. Essa atitude tem impacto negativo nos jovens que passam a valorizar o ter acima do ser podendo levar a casos sérios de depressão pelo sentimento de necessidade de aceitação na sociedade.
primeira mente, é valido ressaltar que na adolescência as pessoas ainda estão formulando seus ideais morais, e utilizam as redes sociais como uma maneira de encontrar modelos nos quais possam se espelhar, deparando-se muitas vezes com um meio em que a constante valorização do ter, ou seja, possuir determinados produtos, define essência do ser, corrompendo os jovens a ideia de que para ganhar aceitação na sociedade é necessário adquirir esses produtos. No filme “Clube da luta” o personagem “Tyller Durder” questiona esse estilo de vida com a frase “você não é o seu emprego, nem as calças que você usa”. Entretanto, contrariando Durder, alguns influenciadores digitais utilizam suas redes sociais para incitar ainda mais esse estilo de vida, esses, por terem um alto numero de seguidores na internet, acabam sendo os maiores influenciadores daqueles jovens ainda em formação mora que acabam sendo induzidos a adentrar nesse padrão consumista da sociedade.
Por conseguinte, diversos jovens que não conseguem ou não possuem condições de se adaptarem a essa conduta de vida, vendida por seus influenciadores, acabam sentindo-se insuficientes por não atenderem a esse padrão, alem de que muitas vezes são excluídos dos meios sociais juvenis, assim a exclusão aliada ao sentimento de insuficiência pode gerar um quadro de depressão.
Sendo assim, é de responsabilidade do governo em parceria com as empresas de tecnologias digitais, realizar a regularização das propagandas nos meios digitais, que devem estabelecer um padrão ético garantindo que marcas e influenciadores pratiquem um modo de divulgação divulgação sustentável. Cabe também aos pais dos jovens fazer o controle de acesso a internet, através das ferramentas fornecidas pelos navegadores digitais que permitem o bloqueio de determinadas fontes, para que a educação de seus filhos não estejam mais a merce dos influenciadores sociedade consumista e para que a saúde mental daqueles sejam preservadas.