O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/05/2020
É notório que a publicidade e propaganda ascendeu em um novo formato na sociedade atual. Falo dos influenciadores digitais, ou influencers como também são conhecidos essas personas, espalhados nas redes sociais como You Tube, Instagram, Facebook, entre outros aplicativos de mídia em geral. Em uma sociedade cada vez mais interconectada não é de se estranhar que grandes marcas, ou pequenas marcas querendo se promover, apoderam-se desses meios de comunicação em massa e investem pesado nesses criadores de conteúdo que, às vezes de gostos duvidosos, influenciam diretamente jovens e adultos nas decisões de compras, estilo de vida e formação de opinião.
Certamente que isso é no mínimo preocupante. Pois, segundo dados de uma pesquisa, 64% das pessoas entre 18 a 34 anos deixaram-se influenciar na hora de conhecer uma marca ou produto. 48% fecharam uma compra com base nas dicas e impressões dos influencers. Apenas 10% dizem não serem influenciados. Ou seja, isso nos leva ao seguinte questionamento: o que esses jovens andam vendo? Uma das estratégias utilizadas pelo marketing são as personas criadas para representar um papel dentro de um alvo demográfico. Sintetizando assim comportamentos e atitudes que poderiam ser utilizados em um site, uma marca ou produto de forma similar. Desse modo atendendo à segmentação de mercado que consiste em identificar um determinado grupo de indivíduos com respostas e preferências semelhantes para aquela marca ou produto.
Ademais, Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, define persona como “personalidade que o indivíduo apresenta aos outros como real, mas que, na verdade é uma variante às vezes muito diferente da verdadeira.” Em uma sociedade cada vez mais carente de cultura, essa estratégia torna-se um engodo para jovens despreparados criticamente e abertos a qualquer opinião, por mais frívola que pareça, encontrando nelas acolhimento e identificação. O problema disso tudo é que o jovem pode se descobrir em uma bolha algorítmica de padrão ou ideal de vida que não faz parte de sua realidade, seja por questões estéticas ou financeiras. Essa experiência pode se tornar altamente frustrante, podendo levar a quadros de problemas psicológicos e até mesmo à ansiedade e depressão. Dessarte é também a frase de Carl G. Jung: “todos nós nascemos originais e morremos cópias.”
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para frear essa questão. Logo, uma maior conscientização desses influenciadores, por meio de programas realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, alertando sobre os perigos que possam afetar a vida dos jovens consumidores de conteúdo nas redes e nesse sentido buscar formas de priorizar a cultura, educação e o bom senso. Tais medidas visam combater o impasse de forma justa e igualitária.