O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 29/04/2020

O conceito de indústria cultural, desenvolvido por Theodor Adorno e Max Horkheimer, pensadores filosóficos da antiguidade, analisava os impactos dos avanços tecnológicos constituídos pelo capitalismo no mundo das artes e pela revolução industrial, nesse sentindo, foram inclusos os influenciadores digitais  originadores de conteúdo para YouTube e outras plataformas da internet. Além disso o mercado de influenciadores tem números expressivos mundialmente, isso porque eles induzem milhares de jovens a compra de produtos pela internet de diversas marcas. Outrossim é que a maioria desses influenciadores não desfrutam de um bom uso dessas plataformas, expondo atitudes preconceituosas, estereotipadas e distorcem a visão correta dos valores.

No Brasil os influenciadores representam a segunda fonte mais relevante de decisão de compra, segundo uma pesquisa da Qualibest. Alguns dados de uma pesquisa feita pela youpix aponta que 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como fonte para conhecer uma marca ou produto, ainda de acordo com a pesquisa, 48% dos jovens já fecharam uma compra levando em consideração dicas e impressões compartilhadas pelos criadores de conteúdos e apenas 10% alegaram não terem sido influenciados para compra de algum produto.

Ademais, alguns influenciadores não utilizam essas plataformas digitais como forma educativa, e a ausência da fiscalização faz com que conteúdos irrelevantes e mal intencionados venham a mídia para suprir a ganância de milhões de visualizações e reais na conta dessas pessoas. Júlio Cocielo, dono do canal no YouTube “canal canalha” que conta com mais de 16 milhões de inscritos fez um infeliz comentários sobre um jogador negro da seleção francesa em 2018, em poucos minutos os internautas criticaram o posição do YouTuber, acusando-o de racista. Esses comportamentos influenciam milhares de jovens pois reforçam atitudes incoerentes que fortalecem esteriótipos e trazem uma visão de um mundo desigual.

Portanto, é evidente que essas pessoas causam um grande impacto na mídia e na vida de diversos adolescentes pelo mundo. Cabe aos pais alertarem aos seus filhos sobre a manipulação existente na internet e o estímulo do consumo. É de responsabilidade do CONAR (conselho de regulamentação publicitária) junto ao governo sancionar leis para o controle da publicidade no âmbito virtual, afim de tornar a internet mais educativa e divertida. Ainda, as plataformas devem analisar o conteúdo divulgado pelos seus usuários, para que se for necessário estabeleça faixa etárias em cada publicação que traga incentivo à violência ou discurso de ódio para que assim os jovens desenvolvam suas próprias escolhas e julgamentos distante de uma industria cultural.