O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 27/04/2020
Hoje em dia vive-se uma era, onde a publicidade e a troca de informações passou a acontecer de forma muito mais rápida e ágil, gerando um volume imenso de informações, um estudo feito pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, revela que a maioria dos jovens brasileiros já teve contato com alguma marca por meio de influenciadores, cerca de 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como fonte para conhecer algum produto ou marca. Por conta disto, não há mistério ao se falar sobre a grande influencia que estes têm sobre as pessoas e suas decisões, onde o impacto sobre tudo o que falam ou fazem gera uma repercussão muito grande principalmente entre os jovens podendo afetar negativamente.
Esta cultura do espetáculo, já analisada por Guy Debord desde 1931, nunca foi tão bem evidenciada quanto hoje com os influenciadores digitais. O corpo tornou-se espetáculo, a fala a rotina, os acontecimentos mais banais, e com isso percebe-se que muitos desses famosos passam a impressão de uma vida perfeita, valorizando-se muito mais o ter do que o ser, na qual o “ter” são valorizados justamente essa ideologias rasas como: fama, bens materiais, e o resultado disso é o impacto inconsciente que essas “valorizações” acabam trazendo para os envolvidos.
A partir disso, é valido ressaltar como essa influência interfere na saúde mental de jovens que ficam cada vez mais nervosos com a possibilidade de perder alguma coisa que está acontecendo no mundo ou no seu ciclo mais próximo de amizade, assim, a vida digital descontrolada tem causado efeitos no bem-estar de adolescentes e jovens, na qual, podem desencadear diversos fatores, como por exemplo: uma pesquisa realizada em 2019 do Indicador de Confiança Digital (ICD), mostra que para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que, primeiramente, os pais tomem ciência do tipo de canais e conteúdos que o jovem ou a criança tem acesso, para que dessa forma sua formação não seja prejudicada, procurando manter um bom dialogo entre os filhos para que se algo de impróprio apareça ele saiba reconhecer e não acabar replicando em sua rotina, como por exemplo: uma brincadeira de mal gosto, segundamente, é necessário que haja uma restrição de uso dos recursos digitais no dia a dia, pesquisas realizadas pelo Journal of Social and Clinical Psychology mostram que, usar redes sociais por menos tempo leva a reduções significativas tanto de depressão quanto solidão e assim reservando um tempo para se estar em família.