O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 29/04/2020

Percebe-se que a ideia de produção em massa, comum nas fábricas e indústrias, que passou a ser adaptada à produção artística, uma nova concepção de se fazer arte e cultura, utilizando-se técnicas do sistema capitalista vem causando óbice em jovens que passam horas conectados a redes sociais. Cerca de 64% destes mesmos  já foram influenciados digitalmente a comprar  algum produto,  de acordo com o site Youpix.

Basta acompanhar on-line uma ‘blogueira" ou “influencer”, como são denominadas essas pessoas, para saber novidades do mercado. Esses influenciadores digitais estão entre os principais elementos capazes de direcionar uma decisão de compra e uma maior aproximação entre uma marca e o seu público-alvo. Segundo o filósofo indiano George Orwell " A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa".

Além disso, é valido citar atitudes indevidas de “influencers”, que podem contribuir para a construção do carácter do jovem sob alicerces frágeis.  Exemplo disso é Gabriela Pugliesi, cuja atitude de fazer uma festa em meio a quarentena imposta pelas autoridades mundiais, devido a pandemia do novo corona vírus. Vale lembrar de piadas racistas vindas de um “youtuber”, Júlio Cocielo que repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esses são inaceitáveis pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens.

Levando-se em consideração os aspectos apresentados, percebesse que influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens. É de suma importância que os pais  orientem seus  filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégias de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo, esses mesmos  devem verificar o conteúdo acessado por seus herdeiros. Com isso espera-se que o jovem desenvolva inteligência emocional, que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, longe das redes sociais.