O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 29/04/2020
Os jovens passam grande parte do seu dia mexendo no celular e acessando as redes sociais, nas quais acompanham celebridades e blogueiras que compartilham suas vidas maravilhosas e repletas de luxo. Com dinheiro, os influenciadores criam a imagem que querem pra si, com recursos para editar fotos e manusear crises, mantendo assim sua imagem perfeita. Os jovens são influenciados a desejarem o corpo perfeito visto nas fotos editadas e por passarem tanto tempo no celular olhando a vida dos outros acaba deixando de lado “hobbies” mais saudáveis como leitura e os estudos.
Embora os ideais feministas estejam cada vez mais disseminados, a grande maioria das mulheres não aceitam seus corpos como são, desejando atingir o padrão de seios e nádegas avantajados, cinturinha e lábios carnudos. O fato de blogueiras como Bianca Andrade, que possui mais de 12 milhões de seguidores, mentirem sobre como conseguiram seu corpo dos sonhos é um fator negativo no processo de aceitação, uma vez que as mesmas dizem terem usado apenas de exercícios físicos e boa alimentação para estarem como estão, entretanto fizeram cirurgias plásticas. Logo, jovens meninas crescem com expectativas irreais para seus corpos, desejando alcançar padrões de beleza que não condizem com a sua genética.
Tendo o celular nas mãos desde cedo, é como se as crianças já nascessem sabendo usar os aparelhos celulares, e passam grande parte do tempo com os mesmos nas mãos. Uma pesquisa realizada marca de telefones Motorola, aponta que jovens entre 10 e 19 anos passam cerca de doze horas por dia usando seus smartphones, o que corresponde a metade do dia. Viciados em acessar as redes sociais e em brincar em aplicativos recreacionais, as atividades que fazem bem, exercitar-se e estudar, ficam de lado. A falta de leitura e estudo, somado da falta de exercícios físicos, cria jovens mal preparados para os desafios de ingresso no vestibular, uma vez que suas habilidades de escrita não foram devidamente desenvolvidas.
Portanto, é função exclusivamente dos pais auxiliarem seus filhos tanto em questão de aceitarem os seus corpos quanto na leitura, através de conversas sinceras e um relacionamento de confiança entre pais e filho(s). O colégio pode auxiliar os pais com palestras informativas e psicólogos trabalhando no colégio para atender os alunos, porém, o controle da leitura e do uso no telefone deve ser monitorado rigidamente, garantindo o melhor desenvolvimento de suas crianças. Com um uso mais restrito dos aparelhos celulares e uma rotina de leitura mais constante, o desenvolvimento intelectual estará em constante crescimento, e não terá tanto a expectativa de alcançar um padrão de beleza superficial, uma vez que os jovens serão instruídos a valorizar mais o ser do que o ter.