O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/05/2020
A partir da Revolução Tecnológica, que teve início na metade do século XX, muitas mudanças ocorreram no comportamento da sociedade, como a relação do homem e o trabalho e a maior facilidade de acesso à informação. Contudo, ao passo que essas relações foram se renovando, denota-se que as máquinas podem controlar mais as pessoas do que elas mesmas. Nesse sentido, o consumismo e a alienação aos conteúdos cibernéticos criados pelos influenciadores digitais causam impacto negativo na formação dos jovens.
A priori, as redes sociais foram criadas com o intuito de aproximar as pessoas, por meio de mensagens instantâneas e compartilhamento de ideias. Entretanto, o princípio não é visto dessa maneira pelas empresas multimilionárias, que utilizam da dominação digital dos criadores de conteúdo nesse meio para influenciar, inconscientemente, o usuário na compra de um produto. Visto que, segundo a pesquisa da TIC Kids Online Brasil 2018, 86% das crianças e adolescentes do país estão conectados à internet, essa faixa etária é o maior alvo dos influenciadores digitais e, como consequência, o consumismo exacerbado tornas-se um traço em comum desse grupo, trazendo atitudes impulsivas e obtenção de objetos para satisfação momentânea.
A posteriori, estreitamente ligada ao consumismo, a alienação dos jovens se faz presente por conta da diminuição da capacidade de reflexão e maior absorção das opiniões alheias. Além disso, o desejo de ter uma vida perfeita, como é mostrada pelos manipuladores digitais, remete à valorização do ter em detrimento do ser. Portanto, como os pensadores da Escola de Frankfurt asseguravam, a indústria cultural tem um papel fundamental dentro do processo de alienação e, por este motivo, é necessária a urgente modificação no comportamento da população jovem.
Em vista disso, os conflitos proporcionados pela influência digital devem ser extinguidos. Logo, o Poder Executivo, que possui a função de sancionar leis, deve determinar, por meio de um decreto regional, um limite de anúncios de empresas na mídia, a fim de que os jovens sejam menos afetados pelas propagandas. Soma-se a conscientização dos influenciadores da internet sobre a responsabilidade de trazer conteúdo aos jovens, para que sejam mais cuidadosos. Dessa forma, é possível se distanciar da incapacidade de pensar por si próprio, prevista nas ideias propagadas da Escola de Frankfurt, além de proporcionar um meio cibernético mais saudável à população.