O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/05/2020
Durante o século XVIII, o Reino Unido pressionava outras países para que tais criminalizassem a escravidão com a intenção de tornar os escravos em cidadãos assalariados, que pudessem consumir produtos das fábricas britânicas. A partir desse período, o consumismo entrou em ascensão no globo. Já na atualidade, as mídias sociais se tornaram a mais nova plataforma de consumo, a qual usa de celebridades para influenciar jovens a usar determinado produto. Visto isso, há necessidade de criar medidas que protejam os crianças e adolescentes de influências consumistas presentes na internet. Até porque, uma parte abrangente da publicidade infantil não é fiscalizada, e pelo fato de que essa influência pode levar até um consumismo irresponsável.
Conforme a Constituição Federal, do Estatuto da Criança e Adolescente e do Código de Defesa do Consumidor, comerciais e propagandas publicitárias direcionadas à crianças de até 12 anos, sofrem restrições ao usarem cores em excesso, linguagem infantil e representação de crianças na propaganda. Entretanto, tal penalidade não é aplicada em uma grande parte dos produtos infantis, que são comercializados no Brasil, o que representa um falha dentro do Conselho de Auto-regulação Publicitária.
Como disse Zygmunt Bauman, “Consumo, logo existo.”. Essa frase é considerada uma provocação ao comportamento do indivíduo moderno, em meio ao cenário capitalista. O qual relaciona as palavras consumo e felicidade como sinônimos. Ademais, como os jovens ainda não possuem pleno conhecimento de suas necessidades, é preciso que eles sejam conduzidos por seus familiares para que num futuro próximo, não se tornem clientes compulsórios.
Portanto, ações precisam ser tomadas, como à título de exemplo: Uma maior fiscalização por parte do Conselho de Auto-regulação Publicitária, com auxílio de uma maior número de funcionários. E ainda, a criação de leis mais severas por parte do Governo Federal, que seria executada pelo Poder Executivo. Com essas e outras medidas, provavelmente, haverá uma redução no número de jovens consumistas.