O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/05/2020

No filme “o poço”, exibido pela Netflix, o personagem Trimagasi, por influência de uma propaganda na televisão, feita por um influenciador digital, acaba adentrando na experiência do poço, a fim de conseguir tal produto, a Samurai, a faca que nunca perde o corte. Fora das telas, as pessoas também se submetem a várias situações para conseguir os produtos divulgados por seus ídolos, sem ao menos fazer juízo de valores, ou ver se realmente necessitam de tal produto ou serviço. Essas ações, fomentam ainda mais as propagandas por influencers, as chamadas “publis”, aumentando assim o consumo exarcebado de produtos, pela falta de reflexão ou agentes moderadores.

Em princípio, cabe analisar nossa dinâmica de vida, a qual se assemelha a sociedade do espetáculo, citada pelo filósofo francês Guy Debord, que se refere a uma sociedade em que seus indivíduos estão tentando a todo custo realizar um show, se mostrando a fim de cativar seu público. Na nossa sociedade atual, as pessoas também estão tentando convencer o seu público à consumir os produtos que são oferecidos por eles. Segundo uma pesquisa realizada pelo aplicativo Instagram, em 2017, 12,9 milhões de propagandas haviam sido pagas, para que influencers digitais oferecessem os produtos aos seguidores, o que nos demonstra como a sociedade citada por Guy, se torna cada dia mais concisa.

Ademais, as altas horas de exposição a internet de forma descontrolada e sem um motivo concreto, ou busca por serviço necessário, acaba levando ao uso de redes sociais como ferramentas de distração. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48% dos jovens com idades entre 18 e 34 anos compraram produtos sugeridos por influenciadores, o que nos demonstra que esse mercado, juntamente com as ferramentas de marketing e os avanços oriundos pela internet e a revolução iformacional, impulsionaram ainda mais esse setor de serviços, o que gera um consumo e exposição a internet de forma exponêncial.

Portanto, medidas são necessárias para se resolver o impasse. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitário (CONAR), em parceria com as plataformas de redes sociais, deve realizar uma fiscalização em razão das quantidades de anúncios oferecdos em um determinado espaço-tempo, a fim de minimizar uma superlotação de influencers e propagandas. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria coms os poderes púlicos, deve elaborar campanhas contra o consumo em massa de produtos e serviços, fazendo com que haja uma discussão sobre a real vertente da necessidade e os parâmetros ligados apenas a influência ou a cultura capitalista atual. Deste modo, espera-se assim cessar de forma possitiva a cultura de influência digital.