O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 09/07/2020
O preconceito linguístico é caracterizado por inferiorizar variações linguísticas de um idioma as quais não estão de acordo com a “norma padrão”. Nesse contexto, é visível que o Brasil enfrenta seu maior surto desta “doença”, visto que tal injúria assola o direito aquiniano da dignidade. Sob esta ótica, é fundamental analisar como a escola e sociedade causam essa triste realidade e como combatê-la.
Atualmente estima-se que tenham entrado no país, em decorrência da colonização, cerca de 18 milhões de africanos, em contraponto a 6 milhões de nativos, todavia, apesar de estarem em menor quantidade, o idioma dos colonos portugueses prevaleceu sobre os demais.
Portanto, tal hierarquização cultural e o modo arbitrário como ela se deu, permeou as relações entre os povos ao longo da história deixando marcas na sociedade atual, corroborando, infelizmente, com a persistência da desigualdade e do preconceito. Sob esse viés, é incontestável apontar aspectos governamentais como causas do problema, haja vista as dificuldades em se fazer cumprir os princípios constitucionais, que prezam por construir uma sociedade livre, justa e solidária. O português é considerado o idioma oficial do Brasil, no entanto, o idioma recebeu influência dos povos nativos e africanos em algumas regiões, onde as atividades econômicas se deram de forma mais intensa. Nesse aspecto, é válido salientar a falta de democratização nas práticas escolares, que priorizam o ensino da “norma-padrão”.
Entretanto, essa ideia é contraditória, pois não condiz com as demandas regionais, socioculturais e econômicas, tornando evidente a ineficácia das políticas do governo direcionadas à educação. É o que Pierre Bourdieu chama de a “língua legítima”: as classes dominadas reconhecem a língua legítima, mas não a conhecem. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) elabore projetos para inserir, por meio das escolas, um ensino direcionado à preservação linguísticas.