O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 17/05/2020
O Youtube é uma plataforma de “streaming” que milhões de pessoas acessam diariamente, pois nele há muitos criadores de conteúdo. De fato, os “influencers”, assim chamados, têm como função influenciar seus públicos por meio de vídeos que os atraiam a atenção. Porém, essa necessidade pode fazer com que alguns youtubers apresentem desafios ou brincadeiras perigosas, que geralmente recebem de seus telespectadores. Além disso, existe a rede social Instagram, na qual marcas a utilizam para serem divulgadas, através do patrocínio. Por outro lado, esse formato de divulgação pode ser realizado de forma desonesta. Assim, dois fatores que devem ser levados em consideração, em relação ao impacto dos influenciadores digitais, é a necessidade de público e a propaganda enganosa.
Em primeira análise, os influenciadores estão por toda parte induzindo os seus espectadores fazerem determinadas práticas dependendo do que falam e fazem. Certamente, as brincadeiras e os desafios perigosos são muito famosos dentro da plataforma, tendo uma ampla visibilidade que, consequentemente, gera um grande lucro. Porém, eles também têm uma alta capacidade estimulante, sendo a causa de algum acidente para alguma criança, por exemplo. Isso é evidenciado no caso da vítima Emanuela Medeiros, que morreu aos 16 anos em novembro de 2019, pois bateu a cabeça no chão ao cair durante uma brincadeira na escola, a qual havia viralizado na época.
Em segunda análise, uma das formas de ganhar dinheiro nas redes sociais é o patrocínio, que beneficia financeiramente ambos os lados, tanto o patrocinador como o patrocinado. Mas existem marcas que vendem produtos enganosos. Dessa forma, uma possível negociação com algum influenciador digital famoso, na qual o produto não atende às suas expectativas prometidas, acaba iludindo muitas pessoas que são levadas pela propaganda desonesta do produto. Evidentemente, no Brasil isso pode acontecer, pois pessoas de idade entre 18 e 34 anos, apenas 10% não são influenciadas pelas divulgações feitas nas redes sociais, segundo uma pesquisa da Youpix.
Em síntese, cabe aos pais e responsáveis terem ciência do que seus filhos assistem nas redes sociais, monitorando o tempo de uso e acompanhando o que é visto, para que assim, possam ter certeza de que não estão sendo mal estimulados. Ademais, é necessário que as pessoas tenham senso crítico e pesquisem sobre quaisquer coisas que vejam na internet antes de tomarem uma decisão, pois assim será evitada qualquer compra suspeita. Desse modo, diminuindo uma má influência dentro do mundo virtual.