O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 20/05/2020
Segundo o poeta Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve o impacto dos influenciadores na formação dos jovens, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas que possam reverter efeitos negativos de uma decisão coletiva insustentável. Tal fato permite afirma que a resolução de entraves referentes à adoção do consumismo como estilo de vida e o resultado desse padrão de vida possibilitará a formação de uma sociedade mais consciente.
Em uma primeira análise, ao examinar a fundo algumas causas do entrave que permeia a série de problemas em questão, vê-se que o consumo inconsciente se tornou presente na vida das pessoas desde o estilo de vida American Way Of Life do século XX, que trazia uma vitrine de bem-estar relacionada ao consumismo exagerado. De acordo com o economista Adam Smith, “o consumo é a única finalidade e objetivo de toda produção”, a principal fonte de renda dos influenciadores é o patrocínio, logo, é natural que tenha a estimulação de compra de tais produtos para com os espectadores.
Consequentemente, os resultados disso são padrões de vida insustentáveis. Isso se explica no fato de ocorrer um aumento gradual e significativos de não biodegradável, o que compactua com o crescimento de problemas ambientais. Segundo a IPCC, o cenário de mudanças climáticas para os próximos 100 anos é pessimista, esses impactos englobam de perda da biodiversidade até a elevação do nível do mar. Vale ressaltar que medidas ligadas ao estabelecimento desse estilo de vida contribui para esses efeitos, uma vez que, gera uma quantidade excessiva de resíduos a partir de atos imprudentes e desenfreados.
Portante, é essencial buscar soluções para combater a expansão do consumismo exacerbado e o crescimento de problemas ambientais, já que como diria Sartre: “o homem tem de ser inventar todos os dias”. Inicialmente, cabe à mídia, por meio da internet, auxiliar na educação financeira dos espectadores, de maneira que utilize os influenciadores para a propagação de hábitos mais sustentáveis, a fim de que diminua a difusão dos ideais disseminados desde o século XX. De modo complementar, o Ministério do Meio Ambiente deve promover, junto às ONG’s, propagandas com conteúdo sobre educação ambiental, de forma que use aplicativos como modo de incentivar e ensinar a população, com o objetivo de ilustrar os impactos decorrente de atos insustentáveis. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja amenizado.