O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/05/2020
Os influenciadores digitais são pessoas com muitos seguidores nas redes sociais, e, portanto, com capacidade de influenciar comportamentos de acordo com o Jornal Folha de São Paulo. A partir desse conceito, ingere-se a relação dos influenciadores com os jovens brasileiros, que são os principais espectadores das redes sociais. Com isso, o país enfrenta sérios problemas na formação do jovem diante de um mundo cheio de informações, já que, impactam na criação de uma opinião pessoal, além de induzir atitudes inadequadas.
Em julho de 2018, o jornal El País publicou uma matéria sobre o YouTuber Júlio Cocielo que fez uma piada com o jogador de futebol francês Kylian Mbappé, a brincadeira não foi aceita pelo público devido a inferência racista. Diante dessa fato, Sabe-se que essa realidade é comum no dia a dia dos influenciadores brasileiros, na maioria das vezes pela falta de filtro eles fazem piadas com intenção de provocar o humor mas que podem ser interpretadas de outra maneira, fomentando o preconceito. Sendo assim, os jovens espectadores são influenciados por aquilo que escutam na internet e aderem opiniões baseada na opinião alheia, gerando alienação por determinadas bolhas ideológicas, que restringem seus conhecimentos de mundo e capacidade crítica.
Além disso, os usuários das redes sociais também são muitas vezes induzidos a reproduzir atitudes “inadequadas” que viram nas redes sociais. Esse fenômeno acontece, em grande maioria, porque os digitais influenceres postam todas as suas ações e quando o jovem assiste e vê a repercução do fato, desperta nele a vontade de fazer igual. Por exemplo, a musa fitness Gabriela Pugliese que recentemente postou vídeos no Instagram quebrando a quarentena, em tempos de pandemia. Dessa forma, os seguidores começam a olhar o isolamento social de maneira banalizada e olham a “saidinha” com os amigos algo aceitável.
Portanto, visando diminuir os impactos dos influenceres digitais na vida dos jovens, é necessário que os Ministério da Economia, no que tange suas pautas relacionadas ao trabalho, estabeleça os direitos e as responsabilidades dessa profissão, fazendo eles fomentarem diálogos respeitosos entre opniões divergentes, visando diminuir os discursos de ódio na internet e promovendo valores sociais e morais dos jovens brasileiros. Também, cabe ao Ministério da Mulher Família e dos Direitos Humanos por intermédio das suas redes sociais fazer campanhas nas suas redes sociais que enfatizem o papel dos criadores de conteúdo na formação dos jovens, mostrando as consequências para o jovem e para sua família, além de evidenciar impactos a níveis nacionais, buscando proporcionar um conhecimento de mundo e fazendo os jovens repensarem antes de reproduzir as atitudes que olham na internet.