O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 19/05/2020

Com a explosão da internet no início do século XXI, seguida pela criação de redes sociais como Orkut, Flickr e MySpace, usuários tiveram a liberdade de criar seus perfis e se apresentarem nas redes da maneira que desejassem. Nos últimos anos, com o avanço dessas ferramentas, como Instagram e YouTube, muitos usuários cresceram exponencialmente nessas plataformas, possuindo um alto número de seguidores, e puderam utilizar de sua influência a sua fonte de renda, tornando-se os Influencers, ou Influenciadores Digitais. Porém, nem sempre essas personalidades influenciam positivamente os jovens, que geralmente são a maior parte de seu público. Tais influenciadores podem afetar de diversas maneiras na formação desses jovens, como por exemplo impactar negativamente em sua imagem corporal, e, em casos mais graves, estimular distúrbios psicológicos e alimentares.

Como no mundo virtual os usuários decidem como se expõem na rede, muitas vezes, através de filtros e aplicativos de edição, os influenciadores acabam transmitindo uma imagem incompatível com a realidade, enganado os expectadores. Tal busca por uma foto “perfeita” afeta não só quem a tira mas quem a observa: Jovens estão cada vez mais inseguros e a demanda de cirurgias plásticas para ter uma aparência “digna de selfie” apenas aumenta cada ano, como prova a matéria postada no site do Instituo de Crescimento Infanto-Juvenil: Cada vez mais cirurgiões plásticos recebem clientes jovens que levam “prints” de fotos suas com filtros e edições, com o objetivo de que os médicos tragam para a vida real o sonho da selfie perfeita, outrora só possível na realidade virtual.

Além disso, a problemática envolvendo imagem corporal se agrava quando se percebe que, influenciadores também podem incentivar comportamentos que estimulam e agravam casos de distúrbios psicológicos e alimentares, como bulimia e anorexia, como por exemplo a blogueira e “musa fitness” Gabriela Pugliesi, que, em incontáveis situações, pôs a busca do corpo perfeito acima da saúde física - e mental, compartilhando “dicas” como: comer em frente ao espelho, para sentir vergonha do próprio corpo por estar comendo muito, e, para saciar a vontade de comer doce, ela sugeria colocar o alimento na boca e depois cuspir.

Portanto, é viável concluir que, para que para tratar desses impactos negativos de influenciadores, deve-se, primeiramente, por parte do Governo Federal, através do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia, investir em campanhas de conscientização contra o padrão de beleza irreal promovido on-line, ajudando também na divulgação do movimento “body positive”. Além disso, por parte de plataformas como Instagram e YouTube, deve-se enrijecer a fiscalização de influenciadores com conteúdo que possa estimular distúrbios psicológicos, aplicando as punições cabíveis.