O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/05/2020

O marketing, sem dúvidas, é a principal estratégia das empresas para obter potenciais clientes. Simultaneamente aos avanços da era digital, os meios de propaganda estão conquistando o seu espaço nessa evolução, isto é, os produtos que antes eram divulgados na televisão, revistas ou jornais; agora estão sendo introduzidos na sociedade pelos influenciadores digitais. Com isso, cabe analisar os principais impactos que essa nova forma de divulgação causa na formação dos jovens: entre todos, ganha destaque à busca pelo padrão de beleza e o consumo excessivo que, as corporações induzem, indiretamente, aos jovens brasileiros.

Segundo uma pesquisa da Youpix, apenas 10% das pessoas com 18 e 34 anos não foram impactadas por influenciadores nas redes sociais. Essa pesquisa sugere que há mais de uma consequência por trás dessa nova tendência e, uma delas, é a busca excessiva pelo padrão de beleza apresentado por muitas blogueiras. Atualmente, os influenciadores têm se tornado os novos ídolos dessa geração: estão cercados de fãs e pessoas que acreditam ou, no mínimo, levam em consideração o que os próprios dizem. Desse modo, a forma de uma blogueira se vestir, agir e até a sua aparência tem impacto direto naqueles que lhe acompanham, ou seja, torna-se um padrão almejado pelos seus fãs. Entretanto, essa busca, muitas vezes, é inalcançável e acaba gerando uma sensação de frustração naqueles que não conseguem obtê-la.

Em segunda análise, faz-se necessário dizer sobre mais um problema: segundo a pesquisa realizada pela Youpix, 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto, em outras palavras, essa indústria tem induzido ao consumo de itens que, na maioria dos casos, não são necessários para o cotidiano da população. Isso se deve pela constante exibição de diversos produtos, encaixados em um contexto feliz e desejado, causando uma sensação, nos clientes, de necessidade em adquiri-los para que assim possam se sentir satisfeitos e contentes.

Desse modo, faz-se mister salientar a importância de buscar meios de conter o impacto negativo dos influenciadores digitais. Sendo assim, o MEC (Ministério da Educação) deve incluir na grade curricular das escolas e universidades, conteúdo informativo acerca dos riscos de acompanhar esses indivíduos, que não possuem responsabilidade social, por meio de material didático e cartilhas, incentivando a autoaceitação e o consumo do que é realmente necessário. Somente assim, será possível amenizar a frustração das pessoas por não se enquadrarem no padrão social e, também, informá-los do consumo excessivo.