O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 22/05/2020

As redes sociais vem democratizando cada vez mais a produção de conteúdo. Com a consolidação das novas mídias sociais frente aos veículos tradicionais, seria de se esperar uma regulamentação do conteúdo digital produzido. Contudo, o caráter informal e independente das redes associado ao ideal cego de liberdade anárquica na internet, impede que muitos enxerguem as possíveis desvantagens da falta de regulamento.

Segundo a agência de pesquisas Pingdom, o Brasil é o quinto pais do mundo com maior número de usuários na internet. Nessa perspectiva, seria de se esperar que houvesse uma melhor estruturação jurídica que protegesse os usuários. No entanto, o que se observa é a total desregulamentação da rede. Nesse cenário, qualquer faixa etária pode acessar qualquer conteúdo, sofrendo as consequências da retórica de um produtor de conteúdo irresponsável, sem que este sofra consequências.

Faz-se mister, ainda, salientar o modo de operação da industria publicitária ao se aproveitar da influencia dos produtores de conteúdo. Muitos usuários, em busca de opiniões honestas a respeito de produtos, são convencidos facilmente diante da retórica pessoal e despretensiosa de muitos deles. No entanto, seja por ganância ou mesmo necessidade logística para manter seus veículos de informação operando, alguns se rendem ao trabalho publicitário desonesto que nem sempre é detectado.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir o pleno bem-estar dos usuários. Dessa maneira, urge que o estado atue formulando leis de regulamentação do cenário digital, estabelecendo condições de atuação aos principais veículos de produção de conteúdo. Isso deve se dar a partir dos canais de interação entre a sociedade, que deve apontar as falhas, e o poder legislativo. Dessa maneira, poderemos construir um ambiente digital mais honesto que funcione em benefício da sociedade.