O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 17/05/2020
Primeiramente, segundo Steve Jobs, cofundador da “Apple“, a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, corrobora-se essa ideologia a partir da organização social atual ao se observar os impactos dos influênciadores digitais (“influencers“), principalmente na formação dos jovens. Por conseguinte, evidencia-se que as consequências desse fenômeno abrangem desde a sugestão de hábitos, como também a construção de valores morais que podem ser positivos ou negativos. Assim, nota-se a complexidade do assunto e, portanto, a necessidade de se discutir acerca de suas ramificações. Consoante a filósofa Hannah Arendt, uma vida totalmente pública é superficial. Nesse interim, no que tange à contemporaneidade, observa-se que o estilo de vida pregado pelos “influencers“ é pautado na exposição total do cotidiano, o que acarreta a venda de um padrão de comportamento irreal: felicidade permanente, ausência de problemas e dificuldades, entre outras situações incoerentes com a realidade. Desse modo, assim como elucidado em um episódio da distopia “Black Mirror“, uma jovem frustrada com a monotonia dos seus dias, espelha-se na vida perfeita da sua cantora favorita — exibida nas redes sociais — que na verdade, além de tediosa, era infeliz. Assim, tem-se uma geração que busca um modo utópico de estabelecer seus objetivos, baseada em percepções rasas acerda da sociedade.
Nessa perspectiva, segundo a ideologia de Durkheim, o homem é um produto do meio. Dessa maneira, ao se considerar os influenciadores digitais, evidencia-se uma problemática no que tange às consequências em relação aos valores repassados ao público. Sob tal ótica, é válido se remeter ao “youtuber“ Felipe Neto que reconheceu a existência, no passado, de posturas discriminatórias que eram exibidas nos seus vídeos, de modo a incentivar comportamentos como a reprodução do machismo. Assim, exemplifica-se um tipo de deturpação que pode ser suscitada por esse fenômeno tecnológico. Destarte, constata-se que os influênciadores digitais sugerem valores morais e comportamentais, o que gera a necessidade dos adolescentes aprenderem como lidar com esse fluxo de recomendações. É fulcral, portanto, que o Ministério da Família, por intermédio do Ministério da Educação, execute cursos nas escolas, com participação obrigatória, a fim de, por meio de aulas e palestras, ensinar aos alunos acerca dos valores que devem ser praticados e da impossibilidade de se basear no estilo de vida pautado pelas redes sociais. Assim, os impactos gerados serão positivos e contribuirão para a formação do estudante como cidadão.