O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/05/2020

Inserido na realidade da sociedade brasileira, há alguns anos nota-se o crescimento da influência digital perante a juventude. No riality show Big Brother Brasil 20, o alcance atingiu o pico de audiência durante semanas. Ultrapassando mais de um bilhão de votos em uma de suas votações populares, após o fim do programa, ex-participantes divulgaram um produto no qual surgiram denúncias de golpe pelos compradores, podendo ver então, que esse programa, voltado para ageração z, fez com que diversas pessoas comprassem algo sem se atentarem aos dados da empresa. Ademais, é imperioso debater acerca da influência causada pelos influenciadores digitais na sociedade contemporânea e os impactos gerados acerca da população mais jovem, cujas mazelas e sequelas de tais diretrizes causam mais repercussão do que em outros grupos e classes.

Adentrado no pensamento do poeta Allen Ginsberg, “Quem controla a mídia, as imagens, controla a cultura.” Esse pensamento pode ser colocado em análise na sociedade brasileira, cujo dados em pesquisa realizada pela empresa brasileira Youpix mostram que, na faixa etária adulto-juvenil, dos 18 aos 34 anos, apenas 10% da população ainda não foi persuadida pelas mídias sociais. Por vezes pelo instagram e outras diversas plataformas digitais, influenciadores perfeccionalizam sua imagem dando a impressão de vida  “perfeita” para seus seguidores– mostrando apenas partes boas de sua vivência– causando impactos negativos na vida de jovens e adolescentes cuja tendência de comparação e desencadeamento de problemas psicológicos só aumentam.

Em matéria divulgada pela bbc Brasil, foi debatido mais sobre os Cookies de um site.  Por meio dessa ferramenta, o aplicativo consegue armazenar no navegador suas pesquisas, dados, sessões de uso entre outros. Os termos e condições de aplicativos costumam ser muito extensos, assim, aceitando essa ferramenta imediatamente em sua conta, aceitando o que o desenvolvedor da rede os impõe, conseguindo controlar o que aparecerá na sua rede social, que faz com que seu uso seja compulsório.

É de suma importância que a mídia comece a tomar mais cuidado com o que será divulgado e a sociedade com o que irá consumir e até que ponto isso é construtivo. A mídia deve divulgar também assuntos construtivos para a formação do cidadão, como, assuntos sociais, políticos, morais entre outros, para  usar seu poder em prol do bem. Com isso, a geração z terá informações relevante e não deixará de consumir aquilo que gosta, a tecnologia.