O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/05/2020
Em 1969, a internet passa a ser inserida no cotidiano da população mundial, porém, essa inserção modifica as relações de trabalho e acarreta impactos para os cidadãos. Sendo assim, pode-se inserir o impacto dos influenciadores na formação dos jovens e destacar suas principais consequências: o desenvolvimento de doenças psicossomáticas e a banalização do consumo que permeia a sociedade.
Precipuamente, é válido ressaltar que com a democratização do acesso à tecnologia - exemplificada pela utilização em massa das redes sociais - muitas pessoas e, principalmente, o público alvo das publicidades, recebem diariamente propagandas que têm como objetivo estimular o consumo. Em consonância a esse fato, destaca-se como fator preponderante a propagação de ideais de beleza e padrões estéticos por pessoas que não são especializadas na área atingindo jovens e adolescentes que anseiam o que lhes é propagado. Como consequência alarmante, pode-se inserir o desenvolvimentos de doenças psicossociais como: depressão, ansiedade generalizada, distúrbios alimentares e outros. Assim, a discussão acerca dos impactos dos influenciadores na formação dos jovens torna-se imprescindível.
Além disso, conforme a Ética Aristotélica, para alcançar a felicidade (eudaimonia), o ser humano deveria viver de acordo com sua racionalidade e consciência reflexiva. Todavia, a banalização do consumo distorce essa visão, pois influencia o indivíduo a consumir não aquilo que é considerado necessário, mas sim o que contribui para a perpetuação dos padrões propagados pela mídia. Ademais, a utilização de influentes como estratégia de marketing eleva as empresas e estimula o capitalismo. Segundo levantamento da BR Media Group, em 2018, as empresas estão investindo 30% a mais nesses profissionais. Logo, medidas de intervenção em relação aos impactos da influência digital na formação de jovens devem ser executadas.
Dessarte, algumas das soluções cabíveis ao tema proposto são campanhas realizadas pelo Conselho Federal de Psicologia - autarquia de direito público, com o objetivo de orientar, fiscalizar e disciplinar a profissão de psicólogo - por intermédio de reuniões com os profissionais da área da psicologia com o fito de obter medidas para a redução nos índices de doenças psicossomáticas. Outrossim, cabe à Mídia, no formato das redes sociais como por exemplo, o Instagram, a fiscalização na divulgação dos conteúdos de publicidade por meio de ferramentas desenvolvidas que tenham o objetivo de garantir um controle nos conteúdos disponibilizados para os usuários. Portanto, assim poder-se-á amenizar os impactos da má utilização do marketing digital, efetivar a Ética Aristotélica e, por fim, garantir a eudaimonia para todos os utilizadores das mídias sociais.