O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/05/2020
Durante a Revolução Industrial, o grande desenvolvimento tecnológico acelerou o processo produtivo nas indústrias e consolidou o capitalismo. Na contemporaneidade a sociedade se encontra em uma avançada etapa de desenvolvimento industrial capitalista e de aquisição de bens, caracterizando uma sociedade de consumo. Este novo mundo do marketing conta com a atuação de influenciadores digitais, personalidades da internet de grande peso nas decisões dos seus seguidores. Estes, por meio de sua forte influência, trazem impactos positivos e negativos à vida e formação dos jovens, como o consumismo e o engajamento social e político.
Em primeiro lugar é importante entender a questão do consumismo instigado pelos influênciadores digitais. Segundo a pesquisa do Instituto Qualibest, entre os brasileiros que estão online, 73% já adquiriram algo por indicação de um profissional da internet. Isto mostra que diariamente, estas personalidades “bombardeiam” as pessoas com produtos e novas tendências, mostrando estas como necessárias para uma vida “perfeita” e idealizada como alegam ter. Entretanto, tais ações não passam de jogadas de marketing muitas vezes enganosas e que estimulam um consumismo desenfreado nos jovens. Logo, é importante que medidas sejam tomadas para mitigar o problema em questão.
É preciso, porém, reconhecer os impactos positivos dos influênciadores digitais para a formação dos jovens. Muitos criadores de conteúdo incentivam uma alta socialização de informações importantes, levando os jovens a se engajarem em diversas questões sociais e políticas da atualidade, importantes para sua formação. Como por exemplo, cabe citar a influênciadora Débora Aladim que em suas redes socias, além de disseminar informações importantes sobre educação, promove o pensamento crítico dos jovens acerca de questões históricas e atuais.
Conclui-se que os influênciadores digitais trazem fortes impactos à vida dos jovens, como o consumismo desenfreado e o engajamento social e político. Portanto, é importante que medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Economia regulamentar e estabelecer os direitos e responsabilidades dessa profissão, por meio de decreto determinando os limites de atuação, para que o trabalho destes influencers seja efetivo dentro dos princípios da Constituição. Ademais, os meios midiáticos devem divulgar canais, blogs e sites que agreguem algo à formação dos jovens, por meio de revistas e redes sociais, para que assim estas personalidades da internet alcancem seu público.