O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/05/2020
Ao fim do século XX, era cotidiano assistir-se propagandas incentivando o uso do cigarro e bebidas, influenciando assim a população ao uso de tais produtos causadores de inúmeras doenças. Com o passar dos anos, a população notou o quão problemático era esta influência sobre o público jovem. Entretanto, com o advento da internet na sociedade as influências digitais ganham força e tornam-se habituais à vida de jovens. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A educação é o principal fator de desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na influência sobre a atual sociedade jovem. De acordo com uma pesquisa da Youpix: apenas 10% das pessoas entre 18 e 34 anos não foram impactados por influenciadores nas redes sociais. Ainda segundo a pesquisa, “64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto.” Em vista do exposto, é inadmissível tal poder sobre o público jovem, pois esses nos anos seguintes elegerão novos líderes e precisam de uma educação de qualidade, de opinião própria mediante aos fatos e de proatividade em informações políticas para para tal ação.
Ademais, vale-se salientar que a influência, além de estar atrelada a educação, também faz relação com a imoralidade. Segundo o escritor irlandês do século XIX, Oscar Wilde, “Boa influência é coisa que não existe. Toda influência é imoral…”. A par de tal contexto, é importante realçar que indivíduos muito influenciados acabam perdendo sua capacidade de expressão própria, desta forma, expressando somente a opinião alheia e ou dos quais o mesmo foi influenciado por meio da internet.
Portanto, indubitavelmente, pode-se concluir que medidas são necessárias para resolver esse problema. O Ministério da Educação deve educar e incentivar os jovens à não influência digital pelo mesmo meio que são influenciados, a internet. Entretanto, como uma boa parcela dos jovens brasileiros não têm acesso a internet, seria criado, além de um site com toda informação necessária, propagandas televisivas em horários nobres com curtos vídeos de agentes do Ministério da Educação lendo textos informativos redigidos por professores, sociólogos e filósofos. A partir dessas ações, espera-se que o público jovem possa superar esse problema.