O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/05/2020
No contexto social vigente, não é raro se encontrar influenciadores digitais, produtores de conteúdo para You Tube, Instagram, twitter e outras plataformas de streaming, que possuem milhares de seguidores, em sua maioria composto pelo público jovem. O conceito de ‘indústria cultural’ criado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, está relacionada a ideia de padronização dos valores transmitidos a população. Sendo assim, necessário analisar os impactos dos influencers na vida dos adolescentes brasileiros, cada vez mais conectados as redes.
É relevante abordar, primeiramente, que as ‘’blogueiras’’, como são chamadas na maioria das vezes, veem adquirindo mais força com o passar do tempo, sabendo disso diversas empresas investem nessas subcelebridades para divulgar seus produtos e terem o alcance de milhões, já que é inegável que grande maioria dos influenciadores possuem força suficiente para moldar comportamentos. Desse modo, os pais precisam orientar seus filhos para que não caiam nessa armadilha de marketing, que deixam a ética de lado em nome do consumo.
Outro fator importante, é que os posicionamentos, opiniões e pensamento desses tais influenciadores, podem interferir na formação do caráter de jovens. Um exemplo disso foi o da blogueira fitness, Gabriela Pugliesi, que em meio a pandemia do covid-19, realizou uma festa, trazendo um retorno negativo de seus seguidores, entre muitas outras polemicas até mesmo envolvendo publicação de fotos intimas caso a dieta falhasse. Esses comportamentos são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos da mídia que distorcem a visão do mundo dos jovens, os deixando alienados.
Evidencia-se, portanto, que o influenciador tem poder de persuadir e influenciar, como já diz o nome, os comportamentos e atitudes dos adolescentes e jovens adultos brasileiros. Faz-se necessário que aos pais e responsáveis, verifiquem os conteúdos assistidos e alertar os filhos sobre a manipulação da mídia, que podem estimular o consumo ou comportamentos por meio de alienação de massa. A fim de desenvolver no jovem a inteligência emocional que permitam escolhas inteligentes, vindo não das mídias, mas de si mesmo, formando suas próprias opiniões.