O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 17/05/2020
A partir de 1980 a meados da década de 1990, nasceram as pessoas da geração tecnológica-digital, nativos digitais ou ainda geração Y. Esses indivíduos cresceram com a modernização das mídias, os amplos progressos comunicacionais, e, principalmente, com a expansão da internet. Assim, surgindo os atuais influenciadores digitais, que influenciam as pessoas, principalmente os jovens, a aderirem a algum estilo de vida, marca ou produto. Com isso, uma enorme quantidade de jovens recebem uma carga de informações que nem sempre são boas para saúde ou para o psicológico e as plataformas digitais não se responsabilizam por isso.
Primeiramente, com o enorme alcanço de expectadores que os influenciadores digitais tem, uma atitude mal feita, um posicionamento errôneo e alguma informação dada de forma inadequada pode fazer com que diversos dos expectadores, como já ressaltado na maioria jovens, cometam alguma ação inadequada contra si mesmo ou contra outra pessoa. Um grande exemplo de mau posicionamento foi o da influenciadora Gabriela Pugliese, que em meio a uma pandemia resolveu fazer uma festa com alguns amigos, enquanto estava decretada a quarentena. Dessa forma, a influenciadora mostra o desprezo pelo decreto da quarentena e pela situação do país.
Outrossim, as plataformas que tem criadores de conteúdo, como influenciadores digitais, têm que se posicionar diante as atitudes dessas pessoas e limitar o tipo de conteúdo exposto. Há muitos influenciadores com foco em estilo de vida saudável, entretanto, grande parte não tem certificação médica para tais recomendações de dietas e treinos. A nutricionista Paola Altheia em entrevista: “O uso indevido e sem prescrição dos suplementos alimentares também oferece riscos à saúde. Além das práticas sem supervisão, ocorre também dano mental, social e emocional”. Além disso, também há os frequentes golpes em sorteios e compra de produtos que acabam sendo anunciados por influenciadores digitais, assim as plataformas digitais também são responsáveis em monitorar esses sorteio e venda de produtos.
Urge, portanto, a necessidade de ações significativas para amenizar os impactos causados pelos influenciadores digitais. Para isso, o Governo Nacional, por meio da CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), deve formular leis que regulamentem os conteúdos apreciados no meio virtual, para maior controle do tipo de conteúdo exposto e para segurança dos expectadores. Ademais, as plataformas digitais com maior índice de influenciadores deve revisar e analisar os conteúdos expostos, para a verificação de que não há perigo para participantes da plataforma.