O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/05/2020
Promulgado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito do pensamento. Conquanto, influenciadores digitais acabam gerando impacto na formação dos jovens, impossibilitando que essa grande parte da população desfrute desse direito universal na prática.. Isso ocorre, não só por toda base de submissão vivenciada em todo período de vida, mas também pela dificuldade de criar uma identidade.
Primeiramente, é necessário observar que a criação de identidade está relacionada com os costumes e conhecimentos adquiridos durante toda jornada. Nos primeiros anos de vida, recebemos várias influencias que auxiliaram na construção de personalidade submissa, ora na escolha do time de futebol favorito do pai, ora no modo legível de escrever e comportar em sala de aula, estabelecida pela professora da escola. Na juventude e maioridade, interligada pela vontade de adquirir riqueza, beleza e sabedoria, entre outros; as pessoas veem o papel dos influenciadores digitais a representação de tudo isso. Segundo a Youpix, “64 % dos jovens de 18 a 34 anos a opinião de criadores de conteúdo como fonte para conhecer uma marca ou produto”. Diante do exposto, os influencers acabam ditando seus costumes, pensamentos e até a venda de produtos de seu interesse, devido a cultura ser submisso identidade de outra pessoa, sempre estabelecida.
Ademais, outro aspecto fundamental à análise da questão é a dificuldade de criar uma identidade. De acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode usar para mudar o mundo. Diante de tal contexto, deve ser analisada a metodologia de ensino, a grande maioria da população possui um ensino ruim, as pessoas que tem um ensino melhor acabam tendo um empoderamento sobre as demais, coisa que acontece muito com jovens, pois eles ainda estão em processo de formação, no qual eles ficam dependente de outra pessoa para pensar por elas. Nesse caso, as escolas devem fornecer disciplinas com metodologia que ensinam os estudantes criarem a melhor alçada para uma tomada de decisão, nelas o professor deverá apresentar ideias a serem discutidas pelos grupos de alunos temas cotidiano e seu posicionamento será como mediador de conflitos. Só assim, eles conseguiram criar barreira para não serem facilmente influenciados.
É, portanto, lícito constatar a necessidade de medidas para reverter a situação. O estado deve investir na formação de futuros docentes, criando novas disciplinas curriculares que ajudem os jovens a criarem uma nova identidade, de modo que o professor atue como um mediador de conflito, fazendo com que os alunos criem sua própria linha cognitiva. Dessa forma, será possível garantir uma construção de identidade, só então os jovens deixaram de ser refém e desfrutaram do direito do pensamento.