O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/05/2020

No Brasil dos anos 70 houve protestos dos jovens contra a forma governamental vigente, dessarte surgiram os hippies e sua novidade ao se vestir. Nesse cenário, a influência imposta em ato de rebeldia foi o início de muitas outras, visto que, mais adiante, com o advento da internet, grande parcela da população jovem tinham acesso às redes sociais. Dessa forma, cantores, atores e influenciadores trouxeram, de certa maneira, seu “estilo de vida” nas telas de celulares e computadores, muitas vezes, por patrocínio. Entretanto, a geração z - jovens nascidos após 1990 -, são os mais influenciados pela escassez de liberdade de pensamento, além de terem a sensação de pertencimento ao grupo.

A priori, a falta de reflexão sobre modelos a serem seguidos estão presentes na mente de muitos jovens. De acordo com a revista “Terra”, de 2010, no início de sua carreira, o cantor Justin Bieber influenciara, mundialmente, muitos garotos ao obter o corte de cabelo, atitudes e falas impostas por ele. Como desdobramento, a juventude, ao buscar sua real personalidade, possui convergências devido a escassez do exercício da mente, já que com o “estilo de vida” visto nas redes sociais, torna-se indiscutível os aspectos padronizados para pertencer a determinado grupo. Logo, padrões são fortalecidos.

Além disso, a busca por pertencimento em um grupo está enraizado. Desse modo, no filme “A órfã”, retrata Ester, uma criança de 11 anos, que sofre bullying ao se comportar diferente do “normal” enraizado por colegas do convívio escolar, uma vez que sente-se bem ao usar roupas longas e meia calça - dito, pelos colegas, como roupas de idosos. De maneira análoga, a influência dos artistas adere ao pertencimento com o uso de roupas, gírias ou comportamento, que, muitas vezes, estão sendo pagos para reproduzir virtualmente. Com essa postura, toda a população jovial encontra-se alienada.

Os influenciadores e a juventude, portanto, devem repensar os impasses propagados na geração z. Para isso, o Ministério da Comunicação, em parceria com acessores e produtores, deve estabelecer, em Câmara Legislativa, medida para restrição ao adotar padrões por meio de redes sociais com iniciativa a não elaborar estereótipos de modos de vida. Ademais, expôr em redes sociais por meio de textos híbridos e imperativos, o exercício de concordar ou discordar com determinado post, a fim de criarem o hábito de pensamento e aderir aspectos que se sentem bem para criar seu próprio estilo de vida, assim como acontecera com os hippies.