O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/05/2020

Desde a década de 90 com a origem da Internet, a conexão entre as pessoas fica mais fácil e com o aprimoramento desta tecnologia da informação, surgem as Redes Sociais. O mundo vive a era da informação em que a todo momento os indivíduos absorvem diversos conteúdos direto de uma tela, seja de computador, tablet ou smartphone. com tais informações surgem os influenciadores digitais, que apesar de servirem de inspiração e ajuda para alguns, podem também ser nocivos quando se trata de outro público, principalmente aos jovens, que são afetados principalmente pelo consumismo que as mídias digitais impõem, junto à falta de fiscalização adequada ao assunto. Portanto é importante que, o governo e sociedade se posicionem diante as problemáticas acerca disso.

Primeiramente, cabe ressaltar alcance online, os influenciadores digitais podem chegar a ter milhões de seguidores em suas redes sociais, exemplo disso são as irmãs kardashian, que possuem um alcance de mais de 150 milhões de pessoas no Instagram.  Um estudo feito pela Youpix, mostrou que a maioria dos jovens brasileiros já teve contato com alguma marca por meio de influenciadores. Segundo a pesquisa, 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto. Porém, Esse tipo de divulgação, além de perigosa, reforça padrões estéticos como forma de alcançar a realização pessoal.

Ademais, a ausência de fiscalização por parte das redes faz com que postagens com conteúdo nocivo viralize no meio online. A falta de uma legislação para regulamentar esse tipo publicidade apresenta diversos problemas, entre eles, abusos, tal como aconteceu com um vídeo de um youtuber mineiro, onde nele ele relata um acontecimento, que foi classificado por muitos como estupro, envolvendo uma ex namorada. Outro problema frequente é o incentivo a uso de medicamentos, não sendo incomum blogueiras indicando o uso de fármacos indiscriminadamente em suas postagens. Esse tipo de divulgação, além de perigosa, reforça padrões estéticos como forma de alcançar a realização pessoal.

Portanto, tendo em vista o exposto, medidas se fazem necessárias. É responsabilidade do Governo Federal por meio do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) formular leis para regulamentar a publicidade no âmbito virtual, afim de diminuir as propagadas que sejam prejudiciais a quem assista. Além disso, a família tem o papel de dar uma atenção maior aos seus filhos em relação ao âmbito online, com o intuito de monitorar o conteúdo acompanhado nas redes online e alertar sobre a manipulação que existe na mídia para a alienação das massas, com a finalidade principal de promover aos jovens a capacidade de saber quais conteúdos são adequados e quis não nas redes sociais.