O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 25/06/2020

Na obra ‘‘Sociedade em Rede’’ de Manuel Castells, ele fala da capacidade da internet descentralizar o conhecimento, que antes era atrelado exclusivamente à figura do professor, mas hoje as mídias sociais permitem ‘‘pessoas normais’’ compartilharem seus conhecimentos. No entanto, uns utilizam essas ferramentas de maneira imprópria. Ora, tanto como uma forma de ‘‘maquiar’’ a vida como com má influências.

Tal ‘‘máscara’’ é observada em postagens de uma vida perfeita, sem dilemas, com viagens, roupas e comidas de graça. Frisada no conceito  de ‘‘sociedade do espetáculo’’ de Guy Debord, em que as relações atualmente são medidas por imagens. Assim, se percebe que diversos ‘‘influencers’’ se perdem na busca por likes e seguidores e exibem uma vida irreal que os jovens acreditam ser real e se sentem mal por isso.

Ademais, além da busca pela perfeição, há também aquele que induz com opiniões incoerentes ou que age de modo impensado apenas para estar na mídia - mesmo indo contra valores e crenças. Como afirma o Filósofo Bauman ’’ na era da informação, a invisibilidade é equivalente á morte. Logo, é preferível por  muitos a insensatez ao desaparecimento.

Portanto,pode se inferir que essas barreiras precisam ser quebradas. Sendo assim, é substancial que o Ministério da Tecnologia por meio de campanhas  e hashtags estimule influenciadores a  postar a realidade com o objetivo que  o seu público perceba que não há perfeição. Além disso, é oportuno que as redes sociais criem punições mais rigorosas à usuários que ferem os direitos humanos e viralizam com ‘‘posts’’ inadequados, para que assim indivíduos reais possam compartilhar suas vidas e ideias e os jovens que acompanham possam se identificar.