O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/05/2020
Com o avanço tecnológico no século XXI, o qual trouxe uma transformação digital no mundo, surgiram novas profissões que se adaptaram ao mundo on-line a fim de obter renda, como os influenciadores digitais, os quais se expressam através das redes sociais para gerar conteúdo e impactar indivíduos e comunidades. Contudo, por serem aqueles que mais têm acesso à internet, os jovens estão mais suscetíveis aos impactos negativos dos influenciadores, como o consumismo exacerbado e a má alimentação, os quais prejudicam a formação das crianças e dos adolescentes.
Em primeira análise, é importante frisar que os jovens são os mais vulneráveis às influências sociais, principalmente pelo medo de ser diferente, levando à insegurança emocional. Dessa forma, os influenciadores se aproveitam dessa fragilidade para aumentar a quantidade de publicidade em suas postagens, visto que a maioria dos adolescentes tende à copiar o estilo de vida de seus ídolos para se tornarem mais parecidos com eles. A estudante Larissa Raposo, por exemplo, afirma que acompanha assiduamente as redes sociais de seus ícones e, a cada foto postada, “já procura onde encontrar aquele produto”. Todavia, esse consumismo exacerbado é extremamente nocivo aos jovens já que, além de prejudicar a saúde financeira, pode aumentar as chances do desenvolvimento de depressão ou ansiedade, de acordo com uma pesquisa realizada pela Northwestern University.
Ademais, sabendo que tópicos alimentares são recorrentes nas redes sociais, muitos influenciadores apostam no assunto para ganharem visualizações. Um exemplo é o youtuber Luccas Neto, que possui 30 milhões de inscritos em seu canal e é conhecido por publicar vídeos em que consome comidas “gigantes”, como chocolates e hambúrgueres, estimulando hábitos alimentares ruins. Além disso, há aqueles influenciadores que estimulam transtornos alimentares como bulimia e anorexia em busca de um “corpo perfeito” irreal, que muitas vezes é somente uma imagem editada. Portanto, tais influenciadores, em busca de visibilidade em suas redes sociais, induzem comportamentos negativos que podem trazer danos irreversíveis a saúde dos jovens, levando à morte em casos mais graves.
Em suma, verifica-se a necessidade da criação de medidas que possam minimizar os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Assim, o Ministério da Economia deve regularizar a profissão de influenciador digital por meio da determinação de direitos e deveres, a fim de controlar publicidades que incentivem excessivamente o consumismo. Ademais, os pais devem supervisionar os conteúdos acessados na internet por seus filhos, através de conversas com eles e de vistorias frequentes aos aparelhos eletrônicos utilizados, para que possam agir quando detectarem influenciadores que prejudiquem o comportamento alimentar dos jovens.