O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/05/2020
Em 1760, a marca “Wedgwood” usou a rainha Charlotte, popular entre os ingleses, para promover produtos, marcando a primeira utilização de um influenciador na história. A partir de então, com o avanço da internet, o comércio não se baseia apenas em propagandas, mas também por meio de parcerias com pessoas de grande poder de persuasão, chamados “influenciadores digitais”, “creators” ou “influencers” que tem como público-alvo, em especial, os jovens. Dessa forma, é importante analisar os impactos positivos e negativos dos influenciadores sobre o público púbere.
Precipuamente, deve-se considerar que esses profissionais influenciam positivamente os jovens. Os creators se posicionam sobre assuntos que interessam os adolescentes e, também, temas mais tensos, como relacionamentos abusivos. Isso é importante, pois esses precisam discutir essas temáticas, para que possam construir valores e, consequentemente, uma sociedade mais consciente. A exemplo disso, Júlia Tolezano, uma importante influencer, conscientiza jovens contra relações abusivas, impactando essas pessoas e agregando pensamento crítico à realidade de violência vivenciada por várias garotas. Logo, é importante que influenciadores, como ela, sejam divulgados.
Entretanto, deve-se considerar que os creators podem levar ao consumo excessivo o público em questão. De acordo com o Instituto Qualibest, cerca de 76% dos usuários de internet, no Brasil, já consumiram produtos após a indicação de influenciadores digitais. Assim, fica evidente que parte dos jovens são influídos a comprar algo que nem sempre é necessário, gerando consequências ruins, como o consumismo. Isso é retratado no conceito de “Indústria Cultural” de Adorno e Horkheimer, pois, de certa forma, ocorre uma imposição de modismos para a população, em particular, juvenil que está em formação de modelos e de valores.
Diante disso, é importante regulamentar as ações desses influenciadores digitais. Evidencia-se, portanto, a necessidade da implementação de medidas para os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Cabe a Mídia a promoção de influencers, por meio da propaganda desses profissionais na internet, que publiquem conteúdos positivos voltados aos jovens. Ademais, o Legislativo – responsável pela elaboração de leis -, deve criar normas que punam os influenciadores responsáveis por mensagens incentivadoras ao consumismo a partir de uma emenda constitucional, a fim de reduzir os impactos dos influenciadores e da indústria cultural instalada na sociedade.