O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 19/05/2020

A quantidade média de tempo gasto em redes sociais como o Instagram aumentou. A empresa divulgou que no início do ano de 2020, registrava 250 milhões de usuários ativos todo dia. As redes sociais criam uma relação mais intima entre criador de conteúdo e seguidor, o que gera uma plataforma ainda maior para os influenciadores digitais falarem e agirem maneira que muitos irão reproduzir e prestar atenção em seus comportamentos. Porém muitos influenciadores usam de maneira egoísta a plataforma que lhes foi dada, alimentando seus seguidores com comportamento irresponsável e propagandas enganosas ou prejudiciais.

Infelizmente nem todos os usuários de influência levam os seus papéis como influenciadores com responsabilidade, possivelmente levando seus seguidores a replicarem seus maus comportamentos. Um exemplo recente disso foi quando a influencer Gabriela Pugliesi organizou uma festa com dezenas de pessoas em sua casa, enquanto uma o país se encontrava numa grave situação de perigo a saúde pública que exigia distanciamento social para evitar a propagação do COVID-19. Contrariando de forma irresponsável instruções recomendadas por autoridades sanitárias do Brasil e da OMS, Pugliesi usou sua plataforma como influenciadora no Instagram para compartilhar a sua festa com os seus, na época, 4 milhões de seguidores.

As empresas encontraram uma nova maneira de fazer marketing, uma alternativa a pagar uma pequena fortuna por 30 segundos na TV. Ao patrocinar os usuários com grande influência em redes sociais, elas assim podem expor suas marcas por um preço menor e e de maneira menos burocrática. O problema porém surge quando nenhum dos dois lados da negociação demonstra ética na maneira que divulga seus produtos e marcas. Adolescentes e crianças são os grupos que mais consomem este tipo de conteúdo e infelizmente são os mais influenciáveis também. É necessário que sejam filtrados os influenciadores transparentes e confiáveis ao divulgarem os produtos que são pagos para divulgarem.

Nesse contexto, o Ministério da Comunicação deve regularmente fazer uma lista de influenciadores que apresentaram atitudes louváveis em campos como saúde, educação, entre outros, assim recompensando o bom comportamento e inspirando outros criadores de conteúdo a buscarem um impacto mais positivo em seus seguidores. Ademais, o Ministério da Comunicação deve organizar uma ouvidoria de recepção de denúncias a empresas que frequentemente colaboram com criadores de conteúdo que não demonstram transparência ao divulgarem produtos aos seus seguidores. Deve haver uma votação no congresso para que seja determinada uma punição e o órgão estatal a punir as empresas que não resolverem esses problemas internamente.