O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 21/05/2020
Tomando como norte pensamento do sociólogo, Zygmaun Bauman sobre a modernidade líquida, observa-se que a crescente volatilização das relações humanas desencadearam um sentimento de individualismo na sociedade. Nesse contexto, decorrente do advento das redes sociais se aflora este pensamento de valorização do “eu”, o qual, é um dos responsável pelo surgimento dos influenciadores digitais. Nesta perspectiva, observa-se que boa parcela dos jovens brasileiros tem acesso a meios digitais diariamente. Portanto, os impactos dos influenciadores se da notoriamente nos jovens, visto que, o baixo senso crítico em consonância com um sentimento de impunidade perante os meios cibernéticos ocasiona distúrbios na formação social dos adolescentes.
É relevante abordar, primeiramente, que com o advento do capitalismo e o ideal liberal imposto por Adam Smith a sociedade se modificou. Desse modo, a valorização do capital em detrimento as relações humanas moldou-se durante anos até o surgimento das redes sociais. Dessa maneira, hodiernamente, os jovens são notoriamente influenciados pelos meios digitais , logo, é imprescindível, que os influenciadores possam tomar consciência do seu papel na sociedade. Entretanto, o que se observa é a dispersão de discursos de ódio pautados no sentimento de impunidade proporcionados pelos meios digitais.
Somado a isso, em Emílio, romance pedagógico, o filósofo Rousseau mostra como a educação pode transformar as crianças em bons adultos, os quais, não serão corrompidos pela sociedade. Nessa perspectiva, observa-se que durante anos a sociedade brasileira baseou-se no senso comum, o qual, não tem embasamento científico, desse modo, tornando-se uma sociedade com baixo senso crítico sendo facilmente influenciada. Logo, distúrbios psíquicos como, por exemplo, a depressão podem aflorar, visto que, não se sentir inserido no meio social é um dos principais desencadeadores da depressão.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação juntamente com as escolas promova,no meio escolar,debates, fóruns e palestras, os quais, contem com a participação de um psicólogo e influenciador para debater e esclarecer sobre os limites dos meios digitais e suas consequências, desse modo, formando cidadãos mais críticos. Além disso, é imprescindível, que o Governo Federal em parceria com o poder legislativo,
por intermédio de subsídios estatuais, criem leis que punam e fiscalizem os discursos de ódio que sejam disseminados na rede. Destarte, colocando-se em prática as palavras de Getúlio Vargas " Devemos ser bons. Nenhum esforço é inútil quando empregado em prol da coletividade".
que punam os que disseminam discursos de ódio pelos meios digitais
promovam uma maior fiscalização dos meios digitais
romover debates, fóruns e palestras