O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/05/2020

Na série Black Mirror é retratado um futuro não muito distante, em que, por meio de “likes”, as pessoas são avaliadas. Fora da ficção, a realidade é a mesma, uma vez que a internet possibilitou a aproximação das pessoas com o mundo digital – principalmente jovens –, inserindo-os em um sistema onde eles são influenciados e avaliam seus influenciadores de acordo com os seus gostos. Porém, nem sempre essa relação é saudável. Nesse contexto, deve-se analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à potencialização da publicidade e à indução na formação de opinião juvenil.

Primeiramente, é importante destacar que, por meio dos influenciadores digitais e seu objeto de trabalho (a internet), o alcance publicitário alavancou, atingindo principalmente a comunidade jovem e coagindo-os a comprarem produtos e serviços iguais aos dos seus ídolos. Assim, de acordo com Guy Debord, em sua obra “A sociedade do espetáculo”, o espetáculo humano é movido pela publicidade, fama e celebridades, ou seja, pela imagem promovida por eles.

Em segundo lugar, nota-se o papel dos influenciadores na formação da opinião e senso crítico dos seus telespectadores. Isso acontece porque, os valores e princípios desse primeiro grupo, bem como, possíveis discursos de ódio, intolerância e preconceito praticado por alguns, podem ser reproduzidos pelos os seus seguidores. Dessa forma, partindo desse pressuposto, essa situação assemelha-se com o pensamento da ação social de Marx Weber, na qual a sociedade é baseada em ações individuais orientadas pela comunicação com outros indivíduos.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter os pontos negativos dessa influência. Em razão disso, é preciso que os pais – agentes importantes na segurança dos seus filhos – fiquem atentos sobre o quê e quem os menores estão se inspirando na internet, denunciando qualquer atitude ou postagem de má conduta. Só assim, a mocidade terá apenas impactos positivos na sua formação.