O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 26/05/2020
Em meados dos anos 2000, os influenciadores digitais passaram a ganhar cada vez mais espaço na mídia e no mercado. Esses “influencers”, por meio de seus vídeos e postagens, acabam por induzir muitas pessoas - especialmente adolescentes - a fazerem algo. Entretanto, na maioria dos casos, tal influência é vista como problemática, por causar problemas psicológicos aos jovens e estimular comportamentos consumistas.
Segundo o psicólogo Solomon Ash, a adolescência é a fase em que as pessoas tendem a ser mais influenciáveis. Dessa forma, jovens passam a seguir conselhos e dicas dadas por muitos “influencers” digitais; estes que, muitas vezes, expõem uma vida que está além de sua realidade por maior notoriedade. Essa situação pode ser observada no episódio “Nosedive” da série “Black Mirror”, em que a popularidade da sociedade depende de uma boa pontuação online. Essa condição faz com que a jovem Lacie se mostre uma pessoa artificial na internet para ser notada.
Em contra partida, quem apenas acompanha, não sabe que o artista leva uma vida diferente da qual mostra na mídia. A influenciadora Bianca Andrade, por exemplo, se envolveu em uma polêmica no ano de 2017, ao revelar, sem querer, que havia feito uma lipoaspiração. Tal situação causou revolta nos seguidores que acreditaram quando a moça disse ter emagrecido por meio de dietas e exercícios. Esse cenário exemplifica a venda de estilo de vida perfeito que não se adéqua a todas as pessoas.
Portanto, convém que o Estado, em acordo com os responsáveis de cada rede social, determine a necessidade de profissionais - como analistas - para supervisão de conteúdos publicados por influenciadores digitais, a fim de estabelecer o que pode interferir negativamente na vida de jovens que os acompanham. Ademais, a criação de propagandas virtuais, aprovadas pelas centrais de comunicação, com o intuito de conscientizar adolescentes, de modo que não se deixem influenciar por tudo o que lhes interessa.